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Brasil

Imprensa francesa já conta com afastamento de Dilma

media Capa dos jornais franceses Les Echos e Le Figaro desta quarta-feira, 30 de março de 2016. lesechos.fr / Le Figaro.fr

O Brasil é destaque de primeira página de dois grandes jornais franceses nesta quarta-feira (30). Le Figaro e Les Echos explicam a ruptura do PMDB com o governo e já dão como praticamente certo o afastamento da presidente Dilma Rousseff de suas funções no Palácio do Planalto.

Le Figaro informa que o principal aliado da base do governo abandonou a presidente. "PT e PMDB nunca se amaram, longe disso, mas mantinham, desde 2003 − portanto, durante um longo período − um casamento de conveniência, com altos e baixos", diz o texto. "Com a ruptura anunciada ontem, o partido de centro-direita bate a porta do governo Dilma e assume um divórcio que poderá acelerar a queda da presidente", destaca o diário.

A correspondente Lamia Oualalou nota que apesar do PMDB não ter uma linha ideológica coerente e de ter participado de sucessivos governos nos últimos 30 anos, governar sem o partido parece ser "uma coisa impossível no Brasil". "A legenda tem facilidade para se adaptar, sabe negociar apoio político e tem preferência por grandes ministérios, como o da Energia, dos Transportes e da Saúde", escreve a jornalista.

O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, "advogado discreto, sem carisma nem visibilidade nacional", é vice na chapa de Dilma desde 2010 e tornou-se um dos principais articuladores da destituição da presidente petista. "Curiosamente, ele é o único que vai ficar no governo", destaca.

Eleições municipais aceleram queda de Dilma

Le Figaro enumera os motivos que levam o PMDB a acelerar o processo de impeachment. O partido está sob pressão das bases locais, devido às eleições municipais de outubro. Prefeitos da sigla não querem fazer campanha atrelados à imagem desgastada do PT.

O segundo motivo é que sem ter apresentado candidato próprio à presidência nos últimos 22 anos, o PMDB está diante de uma oportunidade de ouro para colocar um representante da legenda no Palácio do Planalto. O único entrave nesse caminho é uma eventual condenação das contas de campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que provocaria a cassação da chapa Dilma-Temer, e desembocaria em novas eleições.

O jornal conclui que a debandada do PMDB pode incentivar outros partidos a abandonar o governo. "Diante do contexto de um eventual afastamento da presidente em meados de abril, Dilma cancelou a viagem que faria amanhã e sexta-feira aos Estados Unidos", informa Le Figaro.

Lula parte para o corpo a corpo

Les Echos diz que o PMDB, acostumado a se movimentar nos bastidores, desta vez fez um barulhão ao deixar o governo. "O regime está cada vez mais isolado; políticos e empresários reivindicam a destituição de Dilma", indica o jornal.

O correspondente Thierry Ogier afirma que na conversa que teve com o ex-presidente Lula, no domingo, Temer avisou que não havia mais nada a ser feito. Também informa que apesar de ter poucas chances de reverter esse processo, Lula ainda vai tentar obter apoio contra o impeachment no corpo a corpo com uma ala minoritária do PMDB que não quer sair do governo. "A neutralidade favorece a sobreviência política da presidente", avalia o jornal.

Analistas ouvidos pelo Les Echos consideram que a debandada do PMDB selou o enterro de Dilma, mesmo havendo a possibilidade de que ela sobreviva como um zumbi por alguns meses. Como faz Le Figaro, Les Echos mostra que a tendência é de que outros partidos, além do PMDB, rompam com a base governista.

Na conclusão, Les Echos ressalta que parlamentares do PT, como o líder do governo no Senado, Humberto Costa, prometem infernizar a vida de Temer, convocando manifestações de norte a sul do país "para demonstrar a ruptura da ordem democrática" e a rejeição a um suposto "golpe de Estado".

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