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Brasil

Diretor brasileiro defende governo Dilma em festival francês

media O diretor cearense Karim Aïnouz defendeu o governo Divulgação

No encerramento do 28ª edição do Festival Cinélatino de Toulouse, no domingo (20), o diretor cearense Karim Aïnouz aproveitou o microfone para defender o governo de Dilma Rousseff e a democracia.

"Para começar, quero falar rapidamente de algo muito importante, que é a crise política no Brasil. Há um crescimento muito perigoso da extrema-direita neste momento, já faz alguns meses. Eu gostaria de expressar o meu apoio ao governo eleito, à democracia e à diversidade", disse, em francês, o cineasta, que foi muito aplaudido.

O diretor de filmes como "Alice" (2008), "O Céu de Suely" (2006) e Madame Satã (2002) foi jurado do festival. Em entrevista à repórter Adriana Brandão, da RFI, ele disse que "a situação no Brasil é assustadora".

"Fico realmente muito assustado com esse avanço do fascismo que acontece no Brasil. Há uma intolerância de classe e um revanchismo absolutamente doentio. Fico preocupado, com vontade de ter uma participação. Na verdade, é um revanchismo de classe que é assustador. Tem que ter muito cuidado com isso", disse.

Veja abaixo o vídeo em que Karim Aïnouz defende o governo em francês:

Do lado de cá Karim Aïnouz nos representa na luta pela democracia brasileira... ;)

Posted by Carlos Segundo on Sunday, March 20, 2016

Ator chama Lula de ladrão no meio de espetáculo

A expressão de opiniões de artistas sobre a crise política brasileira tem provocado polêmica. Em apresentação no sábado (19) da peça "Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos", em Belo Horizonte, o ator Claudio Botelho resolveu improvisar no meio do espetáculo e chamou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de ladrões.

Grande parte do público não gostou da crítica e fez coro de "não vai ter golpe". Botelho, então, saiu do personagem e respondeu: "Vamos terminar o espetáculo e ver se não vai ter golpe".

Diante do clima de acirramento, o espetáculo terminou ali, e a apresentação programada para o domingo (20) foi cancelada. Em nota, o Sesc Palladium, teatro onde aconteceu a peça, disse não concordar com as manifestações do diretor.

Além de um vídeo, circula na internet também um registro em áudio de uma conversa entre Claudio Botelho e a atriz Soraya Ravenle. Na gravação, é possível ouvir Claudio dizer: "O ator que está em cena é um rei. Não pode ser peitado. Não pode ser peitado por um negro, por um filho da puta que está na plateia."

"Não sou racista"

Ao jornal O Globo, Claudio negou ter sido racista. "É muito vil você gravar uma pessoa na intimidade dela. Eu estava no meu camarim depois de uma situação de estresse absoluto, discutindo com a Soraya, que é minha irmã, a gente briga e se beija dois minutos depois. Usei a expressão 'nego', e não 'negro', como se diz no Rio, no sentido de "pessoa". Tirar isso do contexto e falar que é racismo é absurdo. Eu fiz o musical do Milton Nascimento, fiz 'A Ópera do Malandro'!"

Chico Buarque, conhecido por defender o governo de Dilma, proibiu que suas canções sejam utilizadas no espetáculo.

Nos protestos contra o governo no dia 13 de março, os atores Susana Vieira, Marcelo Serrado e Marcio Garcia compareceram com uma camisa com os dizeres "Morobloco", numa alusão ao juiz Sérgio Moro e ao bloco de carnaval Monobloco.

No áudio abaixo, o ator Claudio Botelho critica o público nos bastidores.

 

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