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Brasil

Zika: Estados Unidos aconselham grávidas a evitar viagens ao Brasil

media O mosquito Aedes aegypti, que transmite o zika.. Venilton Kuchler/ ANPr

Os Estados Unidos alertam as mulheres grávidas sobre os riscos de viajar ao Brasil e a outros países da América Latina afetados pelo vírus zika. A advertência foi feita na noite de sexta-feira (15) pela divisão de doenças infecciosas transmitidas por vetores do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades americano.
 

O diretor do orgão, Lyle Petersen, ressaltou que o alerta foi necessário porque o vírus está se espalhando muito rapidamente na região. Nesse quadro, "é muito importante advertir as pessoas o mais cedo possível", disse. Além do Brasil, o conselho é válido para Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Suriname, Venezuela e Porto Rico.

A divisão de doenças infeciosas transmitidas por vetores do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades americano informa que o vírus zika pode provocar graves consequências para o feto e aconselha as gravidas, em qualquer estágio, a adiar as viagens "às zonas onde a transmissão da doença é permanente".

Brasil é um dos países mais afetados pelo zika na América Latina

No Brasil, mais de 3.500 casos de microcefalia foram registrados entre outubro de 2015 e este mês de janeiro, no período de maior incidência do vírus zika. Ele é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja picada é responsável também pela dengue e pela doença tropical do chikungunya.

Entre 2010 e 2014, o Brasil registrou uma média de 150 casos por ano, segundo números divulgados pelo ministério da Saúde. A maioria das ocorrências foi registrada no Nordeste brasileiro, principalmente no estado de Pernambuco. Dentro de quatro ou cinco anos, o Brasil poderá registrar 100 mil casos de microcefalia, acreditam especialistas.

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