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Brasil

Aprovada no Brasil, vacina contra dengue já é fabricada em Lyon

media Pesquisador trabalha na fábrica da Sanofi em Neuville-sur-Saône, arredores de Lyon. sanofi.fr

A aprovação da primeira vacina contra a dengue pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, ocorrida nesta segunda-feira (28), foi celebrada na França pelo laboratório desenvolvedor, o Sanofi Pasteur. Com este anúncio, o Brasil se torna o terceiro país, depois de México e Filipinas, a dar o aval para o uso da Dengvaxia, como foi chamada.

A Sanofi diz que a aprovação brasileira é um marco importante para o laboratório, que investiu cerca de € 1,5 bilhão na pesquisa da vacina ao longo de 20 anos. Atualmente, cerca de 500 funcionários trabalham em uma fábrica especificamente construída para a produção de Dengvaxia, em Neuville-sur-Saône, nos arredores de Lyon.

Desde a metade de 2014, quando o processo de testes já havia sido encerrado, a fábrica funciona a todo vapor. A previsão de produção para 2015 era de 20 milhões de doses, número que deve chegar a 100 milhões por ano a partir de 2017. A empresa ainda faz mistério sobre o preço a que será vendida a vacina, mas promete um valor que classifica de "acessível e razoável", graças ao esquema de produção focado nos países emergentes.

61% de eficácia

Segundo Guillaume Leroy, vice-presidente do Sanofi, a produção da Dengvaxia foi feita de forma diferente ao sistema clássico de vacinas. Em entrevista à revista L’Obs, ele explica que, no sistema convencional, as vacinas são lançadas inicialmente no mercado dos países desenvolvidos e a um preço alto.

Depois, com a produção em escala, tem o preço reduzido para os países em desenvolvimento. Este processo costuma levar 10 anos, mas o Sanofi garante que isso não ocorrerá no caso da vacina da dengue, porque ela foi desenvolvida desde o início com foco em países como Brasil, Tailândia e Filipinas.

A etapa final dos testes, que durou quatro anos, contou com a participação de centenas de médicos e pacientes brasileiros em cinco cidades: Campo Grande, Natal, Fortaleza, Vitória e Goiânia. Além do índice de 61% de prevenção, a vacina também se mostrou eficaz entre os pacientes que desenvolveram a doença. Para estes, a chance de precisar de hospitalização caiu em 80%.

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