Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

IDH do Brasil aumenta em 2014, mas país cai no ranking mundial

media IDH do Brasil aumenta em 2014, mas país cai no ranking mundial Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2014. Os dados divulgados nesta segunda-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostram que o IDH passou de 0,752 em 2013 para 0,755 em 2014. Apesar do aumento, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial e passa a ocupar o 75º lugar entre 188 países.

De acordo com o relatório, o país foi ultrapassado pelo Sri Lanka, que teve crescimento acelerado no último ano. O IDH mede o desenvolvimento humano por meio de três componentes: expectativa de vida, educação e renda.

Coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Andréa Bolzon explicou que a diferença no ritmo de crescimento dos países causou a queda brasileira. “Apesar de o Brasil ter crescido no IDH, outro país cresceu em ritmo um pouco mais acelerado que o nosso. A isso se deve nossa queda”.

Com a 75° posição, o Brasil fica atrás de países latino-americanos como Argentina (40°), o Chile (42°), Uruguai (52°), Cuba (67°) e Venezuela (71°). O primeiro lugar no ranking mundial é da Noruega, seguida por Austrália e Suíça. Em último está o Níger, na África.

O relatório mostra que, no Brasil, indicadores que representam melhorias sociais tiveram avanço, como a esperança de vida ao nascer, que aumentou de 74,2 em 2013 para 74,5 em 2014, e a média de anos de estudo que passou de 7,4 para 7,7 nesse período.

Houve queda na Renda Nacional Bruta (RNB) per capita de 2014 (US$ 15.175), quando comparada a 2013 (US$ 15.288). Desde 1990, a RNB do Brasil não havia sofrido baixa. “O relatório mostrou que do ponto de vista da renda per capita, houve pequena retração, e é claro que isso afeta também nosso índice de desenvolvimento humano. Agora, daqui para a frente, precisamos aguardar para ver como as coisas vão se refletir no relatório”, disse Andréa Bolzon.

Questionada se a queda no Produto Interno Bruto (PIB) poderá ter impacto negativo no IDH, ela respondeu que existe essa possibilidade, já que um dos indicadores é a renda, que está relacionada ao PIB.

Caminho a percorrer

O Brasil acumula trajetória constante de crescimento do IDH. De 1990 a 2014, o crescimento foi de 24,2%, o maior no período entre os países da América do Sul. Em relação ao ranking mundial, de 2009 a 2014 o país avançou três posições.

As políticas públicas brasileiras têm responsabilidade direta sobre esses avanços, segundo a coordenadora do Pnud. “O relatório reconhece esses programas de proteção social e de transferência de renda como importantes para aumentar o desenvolvimento humano. O desenvolvimento dos países tem acidentes de percurso e, se você tem uma rede de proteção social forte, obviamente as coisas ficam mais seguras para todo mundo”, afirmou.

O relatório do Pnud, intitulado O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano, analisa dados de 188 países e sugere estratégias para criar oportunidades e assegurar o bem-estar dos trabalhadores.

De acordo com o documento, no Brasil, US$ 65 bilhões (cerca de 3,5% do PIB) foram destinados ao setor privado para a construção de 7 mil quilômetros de rodovias, ferrovias e portos, entre outras infraestruturas, um investimento capaz de criar postos de trabalho que vão "agir sobre a pobreza e a desigualdade".

O relatório indica ainda que o Brasil, que integra o grupo dos países com elevado desenvolvimento humano, tem ainda um longo caminho a percorrer. O país poderia cair 20 posições no ranking se, em lugar do IDH normal, tivesse sido aplicado o "IDH ajustado", indicador que leva em conta as discrepâncias em termos de rendimento, educação e expectativa de vida.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.