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Brasil

Para Le Monde, economia brasileira está na UTI

media Inflação atingiu maior nível desde 2003 e crise econômica ameaça conquistas sociais dos governos Lula Marcos Santos/USP Imagens

O vespertino Le Monde datado desta sexta-feira (11) traz uma matéria sobre o que chama de "lento declínio" da economia brasileira. A correspondente do jornal em São Paulo, Claire Gatinois, começa a matéria com o depoimento de uma dona de casa da classe média paulistana que se queixa da queda de seu poder de compra. A cesta "cada vez mais vazia" desta senhora em um Pão de Açúcar do centro ilustra os dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, que apontam inflação de 10,48% nos últimos 12 meses, o pior resultado desde 2003.

Embora ainda longe da hiperinflação nos anos 90, quando os preços galopavam a taxas de até 2000%, dizer que o país atravessa um "momento difícil" é um "eufemismo", na opinião do jornal. "O Brasil passa por uma crise ao mesmo tempo econômica, orçamentária, política e ética", escreve a correspondente, acrescentando que os analistas "mais pessimistas" estimam que a taxa de desemprego, hoje a 8%, deve atingir os dois dígitos em 2016.

Um prognóstico contrastante com a bonança dos anos Lula, impulsionada pela explosão do preço das matérias primas nos mercados internacionais. "Sentado em um pote de ouro, o país produtor de petróleo, soja e mineirais, se aproveitou dos bons ventos internacionais para incluir os mais pobres no mercado de consumo, mas não foi capaz de realizar reformas para modernizar a infraestrutura e os aparelhos produtivos."

Em outras palavras, faltaram portas corta-fogo para proteger as conquistas sociais. E um incêndio veio do principal parceiro comercial brasileiro, a China, cuja economia desacelerou, derrubando o preço das matérias primas e freando as exportações do Brasil. De acordo com um economista da Fundação Getúlio Vargas ouvido pelo jornal, essa nuvem cinzenta no horizonte econômico, somada à crise na Petrobras, ameaça sobretudo os mais pobres e os avanços sociais dos anos Lula.

Processo de impeachment pode fortalecer Dilma Rousseff

"Doente, o Brasil carece de cuidados intensivos", é como Le Monde descreve o isolamento imobilizador da presidenta Dilma Rousseff. "A rua pede sua saída e o Congresso, que virou inimigo, a impede de governar", uma situação que paralisa a economia e mantém tanto investidores quanto consumidores em estado de espera. Parado, o Brasil vê a notação internacional de sua economia despencar: nesta quarta-feira, foi a vez da agência Moody's ameaçar abaixar a nota dos títulos do Tesouro brasileiro para a categoria especulativa, também conhecida pela cruel alcunha "lixo".

Como os mercados querem estabilidade independentemente da cara de quem governe, uma eventual administração PMDB é vista com bons olhos. Essa é uma das possibilidades: que o vice-presidente Michel Temer assuma com um Congresso menos dedicado às maquinações antiplanalto e consiga colocar uma pauta - qualquer pauta - em curso.

A outra é que o impeachment, "baseado em argumentos frágeis", não tenha fôlego. Encerrado o processo, Dilma Rousseff sairia fortalecida e a oposição, tendo queimado sua última carta contra o governo, se veria resignada a fazer o país não afundar até 2018. Por um lado ou outro, cresceriam as chances de a economia sair da UTI.

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