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Brasil

Dilma diz não temer delação de senador Delcídio Amaral

media Dilma Rousseff se pronunciou pela primeira vez publicamente após a prisão de Delcídio Amaral. Marcelo Camargo/Agência Brasil

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, declarou nesta segunda-feira (30), em Paris, ter ficado “perplexa” com a prisão do senador Delcídio Amaral, líder do PT no Senado, na semana passada. A petista disse que “não tem nenhum temor” em relação a uma possível delação do senador, acusado de tentar atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.

“Obviamente, fiquei bastante surpresa com a prisão do senador Delcídio”, afirmou Dilma, em uma coletiva de imprensa na Conferência do Clima de Paris (COP21). “Eu fiquei perplexa porque jamais imaginei que isso pudesse acontecer”, explicou a presidente. “Não tenho nenhum temor sobre a delação do senador Delcídio”, completou a presidente, ao se pronunciar pela primeira vez sobre o escândalo.

Em gravações reveladas na semana passada, Amaral oferece uma mesada de R$ 50 mil para a família do ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró, em troca do silêncio dele. O senador também tentava planejar a fuga para o exterior de Cerveró, que está preso em Curitiba, envolvido no escândalo de corrupção da estatal.

Ninguém é insubstituível, diz Dilma

Dilma ressaltou que Amaral “de fato, era uma pessoa muito bem relacionada no Senado”, razão pela qual foi escolhido para ser o líder do governo. “Mas nenhum de nós é insubstituível. Ele foi substituído”, indicou, ao falar sobre o impacto que a prisão do parlamentar poderá ter na aprovação dos projetos do governo, como o de ajuste fiscal.

A gravação foi feita durante uma conversa entre Amaral, o filho de Cerveró, Bernardo, e o advogado dele. Bernardo afirma que, em sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras garantiu aos investigadores que a presidente Dilma Rousseff “sabia de tudo” a respeito da compra da compra da refinaria Pasadena, que custou três vezes mais do que o estimado.

Dilma diz que não indicou Cerveró para diretoria da Petrobras

Questionada, a presidente voltou a dizer que não é responsável pela nomeação do ex-diretor para o cargo na Petrobras, ao contrário do que disse Amaral em um depoimento à Polícia Federal. “Eu não indiquei Nestor Cerveró para a diretoria da Petrobras. Eu acredito que o senador Delcídio se equivoca. Ele não é minha indicação, ele não é da minha relação, e isso é público e notório.”

Na visão de Dilma, Cerveró tem afirmado isso à CPI “para confundir as coisas”. “Não só eu não sabia de tudo, como foi detectado – e isso todos os conselheiros que estavam comigo no Conselho da Petrobras podem atestar – que quando detectamos que ele não havia dado todos os elementos para nós, eu fui uma pessoa que insisti para ele sair. Eu não tenho relação com Nestor Cerveró”, declarou. “Eu acho que ele pode não gostar muito de mim.”

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