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Brasil

Pizzolato deve ser extraditado nesta quinta, afirma Polícia Federal

media Reprodução vídeo do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado em 2013 no julgamento do mensalão. Reprodução imagens de arquivo G1

Depois de muita especulação do lado italiano, a Polícia Federal brasileira confirmou nesta quarta-feira (21) que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, deve ser extraditado da Itália para Brasília na noite desta quinta-feira (22). O executivo, condenado por envolvimento no escândalo do mensalão, já teve sua extradição adiada várias vezes em razão dos diferentes recursos apresentados pela defesa.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o ex-diretor do Banco do Brasil deve embarcar na noite de quinta-feira e chegar em Brasília na sexta-feira (22). Ele seria escoltado da Itália por três policiais federais e uma médica para cumprir na capital federal a pena de 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato. Nenhuma fonte oficial confirmou essas informações do lado italiano.

Pizzolatto, que tem dupla cidadania (brasileira e italiana), estava foragido no país europeu desde 2013. Desde que foi preso sua defesa tentava impedir a extradição alegando que o condenado corria risco de vida nas prisões brasileiras. Depois de recorrer junto à diferentes instâncias italianas, o executivo teve o último recurso rejeitado pela Corte Europeia dos Direitos Humanos em 6 de outubro. Mesmo assim, o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por duas semanas a entrega do condenado às autoridades brasileiras.

Falsidade ideológica

Essa não foi a primeira reviravolta do caso Pizzolato. A extradição do brasileiro se arrasta desde fevereiro de 2014, quando o executivo foi preso por autoridades italianas. Ele conseguiu chegar à Itália usando a identidade de seu irmão morto, mas acabou sendo detido na cidade de Maranello. Este fato também gerou uma ação penal contra o brasileiro, cuja primeira audiência está marcada para dezembro. Sendo extraditado, segundo seus advogados, Pizzolato não teria direito à defesa.

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