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Brasil

Dilma apresenta proposta ambiciosa do Brasil na ONU para reduzir efeito estufa

media A presidente Dilma fala na plenária da Assembleia da ONU, em Nova York. REUTERS/Mike Segar

A presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo (27), em Nova York, as metas do Brasil para redução das emissões de gases que causam o efeito estufa. O governo brasileiro se compromete com uma diminuição de 37% das emissões até 2025 e de 43% até 2030. Ambientalistas consideram a proposta brasileira ambiciosa. Dilma discursou na Conferência das Nações Unidas para a Agenda do Desenvolvimento Pós-2015.

Dilma afirmou que a Conferência sobre o Clima de Paris (COP 21), em novembro e dezembro, será "uma ocasião única" para elaborar uma "resposta comum" para os desafios climáticos. De acordo com a presidente, o Brasil também vai se comprometer "com o fim do desmatamento ilegal no país, com a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares de terras e com a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas". Além disso, o governo planeja a integração de 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-floresta", declarou a presidente.

“Inclui ações que aumentam a resiliência do meio ambiente e reduz os riscos associados aos efeitos negativos do clima sobre as populações mais pobres e vulneráveis, com atenção para as questões de gênero, direito dos trabalhadores, das comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais”, destacou a presidente.

Dilma reconheceu a importância da cooperação Sul-Sul no esforço global de combate às mudanças climáticas. Segundo ela, a nova Agenda 2030, aprovada na última sexta-feira (25), compromete todos os países a tomar uma série de ações que não somente enfrentarão as causas profundas da pobreza, mas também aumentarão o crescimento econômico e a prosperidade, além de atender os problemas ligados à saúde, educação e necessidades sociais das pessoas e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente".

Na área de energia, a presidenta anunciou metas ambiciosas. O Brasil irá ampliar a presença de fontes renováveis na matriz energética brasileira, chegando a um m percentual de 45%. “Note-se que, no mundo, a média é de apenas 13% dessa participação e, na OCDE, de apenas 7%”, frisou Dilma.

Na cúpula do fim do ano em Paris, que segue a realizada em Lima em 2014, os participantes devem adotar um acordo para frear o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Repercussão

Logo após o anúncio de Dilma, a rádio francesa Europe 1 disse que o Brasil se engajou a favor do clima e que o país apresenta um bom balanço de ações para limitar o aquecimento do planeta a 2°C, como defenderá a ONU na COP 21.

Até agora, mais de 80 países, representando mais de 70% das emissões poluentes, anunciaram suas propostas para a conferência. A China e os Estados Unidos, os maiores poluidores do planeta, disseram no ano passado ter a intenção de diminuir suas emissões de 26% a 28% até 2025 (em relação ao patamar de 2005, no caso específico dos EUA).

O site da Bloomberg destaca que a passagem de Dilma por Nova York, centro dos debates globais, "é uma pausa bem-vinda nas crises política e econômica que abatem a presidente em casa". "A inflação e uma moeda desmoronando ameaçam as conquistas do Partido dos Trabalhadores". Entrevistada pelo site, Viviane Romeiro, chefe de projetos climáticos do Brasil no World Resources Institute, avalia que a seca do ano passado e os desafios atuais do setor do petróleo podem ajudar o Brasil a desenvolver uma economia mais sustentável.

"A meta, muito ambiciosa, pode gerar crescimento econômico", disse Romeiro à Bloomberg. "Nós estamos vendo um novo movimento onde até mesmo a presidente Dilma Rousseff, que costumava ser mais cética com algumas das tecnologias renováveis, ​​como a eólica e a solar, está ficando mais convencida", afirma a especialista.

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