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Brasil

Henrique Pizzolato poderá ser extraditado a partir de segunda-feira

media Henrique Pizzolato é procurado pela Polícia Federal do Brasil. Valter Campanato/ Agência Brasil

O governo italiano autorizou a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato a partir do próximo dia 15. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Justiça no fim da tarde desta quarta-feira (10), as autoridades brasileiras estarão prontas para cumprir imediatamente o processo de extradição.

A nota de Brasília ressalva que poderá colocar a operação de busca de Pizzolato em prática exceto se houver “alguma decisão que altere o prazo estabelecido”. O motivo da cautela é que a defesa do brasileiro já havia conseguido adiar o processo, entrando com um recurso junto à Justiça italiana.

O Tribunal Administrativo Regional do Lazio, na Itália, autorizou na semana passada a extradição de Pizzolato. O recurso protocolado pela defesa do ex-diretor foi rejeitado pela corte, e a decisão do governo italiano pela extradição foi mantido. No recurso, os advogados de Pizzolato alegaram que os presídios brasileiros não teriam condições de garantir a segurança de seu cliente.

20 dias

O tratado de extradição entre os dois países determina que o Brasil terá 20 dias, a partir da data estabelecida, para repatriar o condenado. Mas a defesa de Pizzolato ainda tem a possibilidade de tentar um último recurso no  Conselho de Estado, a mais alta instância do judiciário italiano.

O ex-diretor foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, na Ação Penal 470, o já célebre caso do mensalão. Antes de ser condenado, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália com identidade falsa em 2013, mas acabou sendo preso em fevereiro de 2014, na cidade de Maranello. Ele deve cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde outros condenados no processo do mensalão estão presos.

 

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