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Brasil precisa de imigrantes para compensar taxa de fecundidade em declínio

Brasil precisa de imigrantes para compensar taxa de fecundidade em declínio
 
Famílias sírias recém-chegadas ao Brasil, se adaptam e se integram bem ao novo país. Captura vídeo

Em menos de 30 anos, a população brasileira vai começar a diminuir. Hoje, a taxa de fecundidade no Brasil é 1,8 %  menor do que na França, onde cada mulher tem, em média, dois filhos. O futuro espera menos jovens e mais idosos e deve faltar mão-de-obra para o trabalho.

Luciana Marques, em colaboração especial à RFI

Diante desse contexto, os imigrantes podem ocupar um papel fundamental para a reposição do mercado de trabalho brasileiro, segundo Ana Maria Vasconcelos, demógrafa, estatística e professora da Universidade de Brasília.

“Segundo estimativas do IBGE, a população brasileira vai se estabilizar em 230 milhões de 2035 até 2040. A partir daí, nós vamos começar a decrescer do número, a população será muito envelhecida. Nós vamos ter um sério problema porque vamos ter menos gente trabalhando com uma população idosa muito volumosa. Os jovens imigrantes têm muito a contribuir nessa nossa sociedade em transformação”.

Mercado de trabalho

Nos últimos dois anos, houve um aumento de imigrantes do Haiti e de países africanos ao Brasil, além do Líbano e da Síria. A diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, Tania Bernuy, diz que esses imigrantes ocupam espaços que os brasileiros não querem ocupar, como em empresas no sul do país.

“Em Paraná e Santa Catarina têm muitas fábricas oferecendo emprego para imigrantes porque os brasileiros não querem ocupar essas vagas. Os imigrantes não retiram empregos de brasileiros, pelo contrário. Muitos imigrantes vêm em condições de abrir empresa e inclusive dar emprego para brasileiro.”

Além de integrar o mercado de trabalho, os imigrantes podem trazer novas formas de pensar, novas línguas e valores. O problema é enfrentar a barreira da xenofobia e da legislação brasileira. A Lei de Imigração, da época da ditadura militar, restringe a vinda de estrangeiros. Um projeto para mudar essa lei está sendo discutido no Senado e foi aprovado no dia 21 de maio pela Comissão de Relações Exteriores.

A diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante diz que a nova lei vai corrigir os defeitos da anterior que, segundo ela, é restritiva. “Ela trata as pessoas estrangeiras como potenciais ameaças”, afirma. O novo texto prevê o repúdio à xenofobia, a não criminalização da imigração, além de uma série de direitos e garantias para os estrangeiros.

 


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