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Brasil

Petrolão e seca vão afetar carnaval no Brasil, diz mídia internacional

media Festividades do Carnaval carioca começaram oficialmente nesta sexta-feira (13), com a entrega da chave da cidade para o Rei Momo. REUTERS/Sergio Moraes

O carnaval começa nesta sexta-feira (13) no Brasil e, como sempre, o assunto interessa a imprensa internacional. Mas desta vez, além das fotos dos preparativos para a festa, que todos os anos ilustram os jornais, vários veículos chamam a atenção para o contexto de crise econômica e os escândalos de corrupção, além da falta de água em algumas partes do país, que podem afetar a festa.

O jornal britânico The Guardian publicou esta semana um longo artigo no qual explica que várias cidades brasileiras foram forçadas a reduzir ou até mesmo cancelar a festa. O diário relata que em Brasília as autoridades “anularam os desfiles das escolas de samba pela primeira vez desde 1983, numa tentativa de tapar o buraco de R$ 4 bilhões deixado nas contas públicas pela administração anterior”.

The Guardian comenta que nem o mundialmente famoso carnaval do Rio de Janeiro escapou do contexto difícil. Mesmo se a Petrobras prometeu continuar patrocinando algumas das principais escolas de samba cariocas, apesar do escândalo de corrupção, os blocos de rua, que dependem do setor privado para viver, tiveram que ser menos ambiciosos este ano, segundo o diário britânico. Em entrevista ao jornal, Rita Fernandes, presidente da associação Sebastiana, que representa algumas das festas da zona sul da cidade, relatou que “normalmente as marcas ficam desesperadas para se associar ao evento, mas este ano isso não aconteceu”.

Economia de água em São Paulo

O diário francês La Croix também se interessou pelo assunto e ouviu Márcio Loureiro, um dos organizadores do bloco carioca Cru. “A prefeitura do Rio de Janeiro e os patrocinadores reduziram suas contribuições este ano, o que impediu que realizássemos os eventos com boas condições de segurança”, comentou o brasileiro, que também anulou a participação na festa.

Fora do Rio de Janeiro, o que mais preocupa, aos olhos do The Guardian, é a falta de água, que provocou o cancelamento de festividades em dez cidades do país. O diário dá o exemplo de Cordeirópolis ou Itapecirica, que tiveram o carnaval de rua anulado. Em São Paulo, os garis vão usar água não tratada para lavar as ruas após a passagem dos blocos. Já no sambódromo, “a pressão da água para os banheiros será cinco vezes mais fraca, para evitar desperdícios”, ressalta o jornal.

Carnaval para esquecer os problemas

Na França, a imprensa é um pouco mais otimista. Para La Croix, apesar da seca, do crescimento econômico estagnado, da inflação e da deterioração das contas públicas, o carnaval vai ser realizado. Já a Agência France Presse (AFP), em um artigo reproduzido por vários veículos do país, afirma que o carnaval é visto como um momento para esquecer os problemas, deixando para trás a crise econômica e os escândalos de corrupção. No entanto, ironiza o texto, “uma das máscaras mais vendidas (nas lojas de fantasias) é a de Graça Foster, a ex-presidente da Petrobras”.

Um ditador no carnaval do Rio de Janeiro

A imprensa internacional também repercute a polêmica sobre a participação do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, no carnaval do Rio de Janeiro. O diário espanhol El Pais conta que o chefe de Estado africano, que está no poder desde 1979, visita discretamente a festa carioca há mais de uma década. Desta vez, “o ditador, que é o oitavo governante mais rico do mundo”, decidiu patrocinar uma escola de samba.

A participação do líder africano também recebe destaque de primeira página no jornal Le Monde, que chegou às bancas na tarde desta sexta-feira (13). O vespertino explica como Obiang, presidente de um país onde três quartos da população vivem abaixo da linha da pobreza, doou R$ 10 milhões para a Beija-Flor. O jornal comenta que essa é a primeira vez que uma escola de samba recebe tanto dinheiro de um único patrocinador. Em troca, a Guiné será um dos temas tratados no samba-enredo deste ano. Para responder às exigências do líder africano, a letra da música foi, inclusive, alterada a pedido do chefe de Estado para evitar que a Guiné Equatorial fosse confundida com a Guiné, que sofre atualmente com a epidemia de ebola.

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