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Brasil

Grupos indígenas estão pessimistas com segundo mandato de Dilma

media Índios acampados em frente ao Congresso entregam a parlamentares lista de prioridades de todas as etnias indígenas. Wilson Dias/ABr

A causa indígena foi um assunto praticamente ignorado pelos governos petistas na presidência. Essa é a avaliação de movimentos sociais ligados aos índios entrevistados pela RFI. Esses grupos temem que o assunto seja esquecido de vez no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Do ponto de vista de setores de defesa da causa indígena, o ano de 2015 não se mostra nada promissor. O final de 2014 foi bastante tenso em torno da votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 215 que acabou não acontecendo para frustração da bancada ruralista. Os defensores da causa indígena respiram aliviados, mas sabem que os parlamentares ligados ao agronegócio, cada vez mais numerosos e poderosos no Congresso, vão recarregar as munições para o segundo mandato de Dilma Rousseff.

A famigerada PEC 2015 propõe que a competência da União na demarcação das terras indígenas passe para o Congresso Nacional. “Algo como dar à raposa a guarda do galinheiro”, segundo o colunista Rui Daher, de Carta Capital. A proposta retira da Funai (Fundação Nacional do Índio) a prerrogativa de pedir ao Executivo a demarcação de terras, que passaria às mãos dos parlamentares e seus interesses.

Lúcia Helena Rangel é antropóloga, professora da PUC-SP e assessora do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), faz um balanço do primeiro mandado da presidente Dilma Rousseff. “Nesse período do primeiro governo da presidente, tivemos um retrocesso em relação à questão indígena. Muitos povos ficaram sem assistência. Houve um hiato no atendimento. (...) Povos que estavam relativamente estáveis em termos de saúde, como os ianomâmis, pioraram porque a terra voltou a ser invadida por garimpeiros ilegais”, avaliou.

Para a antropóloga, os governos petistas tiveram problemas para lidar com a questão indígena por causa das alianças políticas que tiveram que ser feitas para que o partido se mantivesse no poder.

Movimentos indígenas estarão atentos ao segundo mandato de Dilma

O sociólogo e professor da rede pública Emerson Guarani Nandeve acha que o segundo mandato de Dilma vai ter muitos embates políticos. Ele também alerta que os movimentos indígenas estão alertas e cada vez mais mobilizados.

“O primeiro mandato da presidente Dilma deixou muito a desejar. O seu mandato foi o que teve o menor número de demarcação de terras [para os índios]. A questão da política indigenista andou para trás. Nós, dos povos indígenas, estamos muito atentos. Nesse momento, são as grandes empresas do agronegócio que estão sendo favorecidas”, avaliou representante dos Guarani Ñandeva. "Se estava ruim, vai piorar", conclui de forma pessimista Emerson Guarani Nandeve.

 

Reportagem especial 01/01/2015 Ouvir

 

 

 

 

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