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Brasil

Brasileiro disputou a compra de prédio londrino com outros 10 concorrentes, diz Le Monde

media O icônico edifício The Gherkin, no número 30 da St Mary Axe, em Londres. REUTERS/Toby Melville

A edição do jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (11) traz detalhes da compra do famoso edifício The Gherkin, de Londres, pelo brasileiro Joseph Safra. Segundo o vespertino francês, o negócio de € 918 milhões foi efetivado após uma disputa intensa com grupos de investimento e milionários de todo o mundo.

Segundo uma fonte do jornal ligada à negociação, 300 investidores se mostraram interessados em comprar o prédio de escritórios construído em 2003, próximo ao Rio Tâmisa, e que se tornou um ícone da paisagem londrina moderna. Por causa de seu formato, ele é chamado tanto por ingleses quanto por franceses de “pepino em conserva”. O Le Monde pergunta “será que o pepino vai ser pintado de verde e amarelo?”.

“Da lista inicial de interessados, separamos 10 ofertas que pareciam sérias”, conta a fonte, que não foi identificada. “Vieram propostas da Europa, Ásia, América e Oriente Médio, tanto de fundos de investimento quanto de homens riquíssimos. No final, apenas quatro concorrentes ficaram na disputa”, explicou.

Quatro vezes mais que Nova York

Segundo o Le Monde, a compra reflete o apetite dos investidores emergentes, como os brasileiros, no mercado imobiliário europeu, principalmente o londrino. A região de Canary Wharf, o bairro dos negócios da capital inglesa, é a mais visada por fundos soberanos de países emergentes.

Em outubro, o fundo do Qatar pagou £ 1,1 bilhão pela sede social do banco HSBC, na região. Nos últimos 12 meses, Londres atraiu quatro vezes mais investimentos destes fundos do que Nova York.

O Le Monde descreve o milionário Joseph Safra como o segundo homem mais rico do Brasil, investidor do setor financeiro e imobiliário, mas também conhecido por ter comprado, em outubro, a gigante fabricante de bananas Chiquita, em parceria com outra brasileira, a Cutrale.

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