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Geral

Possível estatização de petrolífera cria conflito entre Espanha e Argentina

media Logo da Repsol em frente à Torre Espacio, em Madri ©Reuters.

O governo espanhol endureceu o discurso contra a nacionalização por Buenos Aires da petrolífera YPF, filial da gigante franco-argentina Repsol. Nesta sexta-feira, Madri classificou o ato - discutido na quinta-feira entre a presidente Cristina Kirchner e governadores de províncias - de "agressão" e prometeu tomar todas as medidas cabíveis para obrigar a Argentina a proteger os investimentos estrangeiros em seu território. O Secretário de Estado espanhol na União Europeia, Iñigo Mendez de Vigo, declarou, inclusive, que a maior vítima do negócio seria a própria Argentina. "No seio da comunidade internacional, a quebra de regras tem um preço", ameaçou.

Ontem, o jornal Clarín publicou que a presidenta Cristina Kirchner já tem preparada uma minuta que garantiria ao governo 50,01% das ações da YPF, sob a alegação de que trata-se de um negócio de "interesse público". O texto permitiria que o governo adquirisse os 25% pertencentes ao grupo argentino Petersen mais 96,6 bilhões de ações da Repsol, atual detentora de 57,4% do controle acionário. Ao fim do negócio - que teria preços estipulados por um tribunal especial e pela Secretaria de Energia - restariam à Repsol cerca de 20% das ações da YPF. As perdas para o grupo espanhol seriam consideráveis: a filial argentina é responsável por dois terços da produção da empresa e detém quase metade de suas reservas totais de petróleo (cerca de 1 bilhão sobre 2,2 bilhões de barris).

Há semanas, o governo argentino vem pressionando a Repsol a aumentar sua produção, sob a acusação de que a empresa não tem investido o suficiente na exploração de petróleo no país. No conflito, a Repsol YPF perdeu 16 de suas concessões em seis províncias argentinas. Do seu lado, o governo espanhol exige explicações - o ministro espanhol das Relações Internacionais, José Manuel Garcia Margallo, convocou o embaixador argentino em Madri Carlos Bettini -; e declara sua repúdia à possível estatização. O ministro da Indústria José Manuel Soria, por exemplo, disse que qualquer gesto hostil contra os interesses de empresas espanholas será considerado como hostilidade contra a Espanha.

Mas, enquanto a polêmica pega fogo no campo governamental, a Repsol informou não ter recebido nenhuma notificação por parte do governo argentino. O único efeito concreto que a empresa sentiu foi uma retração de 1,35% no valor de suas ações.
 

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