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Américas

Chanceler da Bolívia à RFI: “auditoria é caminho para verificar todo o processo eleitoral”

media 'Hasta la fecha no se ha presentado ninguna prueba' del fraude, nos dijo el ministro de Relaciones Exteriores de Bolivia, Diego Pary. Courtesy of Bolivian Presidency/Handout via REUTERS

Os observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciaram nesta quinta-feira (31) uma investigação sobre o resultado das eleições presidenciais na Bolívia, enquanto os enfrentamentos depois da vitória controversa de Evo Morales deixaram mortos no estado de Santa Cruz. Assembleias populares nas cidades bolivianas de La Paz e Santa Cruz rejeitaram o procedimento e exigiram uma nova votação.

“As eleições foram transparentes e marcadas pelo que estabelece a Constituição boliviana. No entanto, consideramos que uma revisão pode ser realizada, obviamente”, disse o chanceler boliviano, Diego Pary, em entrevista a Natalia Olivares, da RFI em espanhol. “Acreditamos que uma auditoria eleitoral é o caminho legítimo para que se possa verificar todo o processo de contagem dos votos no dia das eleições, além de poder verificar que todos os passos prévios foram tomados.”

O ministro rejeita as acusações de que a auditoria não seria isenta, já que a OEA seria aliada de Evo Morales e teria feito campanha para a sua reeleição, como afirmam os opositores ao governo. “São falsas acusações, porque nós somos apenas um membro, de um total de 33. Não podemos manipular as decisões de uma organização internacional como essa”, argumentou Pary.

As assembleias populares, que reúnem milhares de pessoas nas principais cidades do país, decidiram manter os protestos nas ruas, greves e bloqueios de estradas, até que haja novas eleições. O comitê de Santa Cruz também pediu a renúncia imediata de Morales e do vice-presidente, Álvaro García.

As assembleias defenderam "outras eleições sem Evo Morales", rejeitam um segundo turno e a auditoria da OEA, por considerá-la "uma manobra diversionista para manter Morales no poder". “Países amigos, como México, Paraguai, Espanha, também poderão verificar se o processo de auditoria acontece com a máxima transparência possível”, rebateu o chanceler, à RFI.

“Independência” de candidato opositor

A assembleia popular de La Paz declarou ainda "independência" política da candidatura de Carlos Mesa, adversário de Morales, que também não reconhece a auditoria da OEA. A revisão do resultado, por uma equipe de 30 técnicos, foi acordada entre o governo e o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

A auditoria começou em meio a protestos e confrontos nas ruas entre simpatizantes do governo e opositores, que começaram no dia seguinte à realização do pleito e deixaram dois mortos a tiros e cerca de 140 feridos. O trabalho de recontagem dos votos realizado pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) está no centro da polêmica, depois de ter usado dois sistemas tecnológicos que apresentaram contradições – segundo afirmam os críticos e opositores.

O primeiro é o chamado TREP, de contagem rápida, que apontou um segundo turno entre Morales e Mesa, e o segundo, que aponta o resultado oficial definitivo, deu Morales como vencedor no primeiro turno com 47,08 dos votos. Conforme a lei, a diferença de 10 pontos permite que Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, continue governando até 2025.

Morales apela para aliados tradicionais

Ele está no poder desde 2006 e voltou a dizer nesta quinta que a oposição colocou em marcha um "golpe de Estado" contra seu governo. Segundo o presidente, a tentativa "fracassou" graças ao apoio que ele recebeu de parte dos mineradores, camponeses e outros trabalhadores.

"Aos movimentos sociais, meu pedido: suspendam o bloqueio. E aos irmãos que estão em greve nas cidades, acabem com a greve para pacificar o país e aguardar os resultados da auditoria" dos especialistas da OEA, disse.

Mesa declarou que "esta mobilização deve continuar" até forçar Morales a recuar, mas pediu a seus correligionários que tomem cuidado após as mortes, na noite de quarta, de dois manifestantes opositores que bloqueavam uma rua no povoado Montero, perto da cidade de Santa Cruz, reduto da oposição.

Ex-presidente do país, de 2003 a 2005, Mesa exigiu que Morales peça a seus partidários que retirem os bloqueios das estradas, que impedem a chegada de alimentos às cidades.

Com informações da AFP

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