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Américas

“Pobres ou ricos, todos são iguais na catástrofe”, diz vítima de furacão nas Bahamas

media Moradoras das Bahamas entram em ônibus após terem sidos obrigadas a descer de um ferry que deveria levá-las para Miami. ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O furacão Dorian provocou a morte de pelo menos 50 pessoas nas Bahamas e muitos moradores continuam desaparecidos. Mais de uma semana depois de ser atingida pela catástrofe, a região permanece sob o caos e a prioridade é retirar as vítimas das ilhas mais devastadas. As autoridades já falam de uma crise migratória desencadeada pela tragédia.

Domitille Piron, enviada especial da RFI a Nassau

A palavra “êxodo” estampa boa parte das capas dos jornais nas Bahamas. Na noite de segunda-feira (9), 3500 desembarcaram na capital Nassau, retiradas das ilhas de Abaco e Grand Bahama. Mas as autoridades estimam que o número de deslocados pode ser duas ou até três vezes maior.

Os moradores das ilhas mais atingidas esperam para serem resgatados em meio a um caos total. Os sobreviventes afirmam de 80% da cidade de Abaco foi destruída.

Cerca de 70 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo furacão. “Foi uma transformação na vida de todos em Abaco. Pobres ou ricos, todos são iguais diante da catástrofe”, diz Eric Russel, sobrevivente que acaba de desembarcar em Nassau.

“Eu quero sair das Bahamas. Estou muito abalado”, confirma Timoty Rode, retirado de Abaco. “A única possibilidade é ir embora. Quero ir para os Estados Unidos ou para o Canadá. Estou tão chocado com o que vivi que, se vir outro furacão chegando, acho que morro só de medo”, desabafa.

Como Rode, muitos veem nos Estados Unidos um possível porto seguro. Washington está ajudando nas operações de resgate e 1.500 sobreviventes já foram acolhidos na Flórida. No entanto, as portas parecem estar se fechando. Em Freeport, na Grand Bahama, centenas de pessoas foram obrigadas a descer de um ferry que deveria levá-las para Miami. As autoridades norte-americanas alegaram a falta de visto dos passageiros.

O presidente norte-americano Donald Trump chegou a declarar que seu país deveria “tomar cuidado” com as pessoas vindas das Bahamas após a passagem de Dorian. Segundo o chefe da Casa Branca, havia o risco de entrada de “membros de gangues e traficantes muito cruéis”.

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