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Américas

Trump deseja comprar Groelândia e anexar a ilha aos EUA, diz jornal

media Tasiilaq, cidade situada ao sudoeste da Groelândia. Wikipedia

As autoridades da Groelândia disseram nesta sexta-feira (16) que a ilha não está à venda depois de revelações na imprensa norte-americana de que Donald Trump estaria de olho no vasto território autônomo dinamarquês. A informação foi publicada no The Wall Street Journal desta quinta-feira (15) e confirmada pela Reuters, junto a duas fontes próximas ao presidente dos Estados Unidos.

Na véspera, o The Wall Street Journal havia informado que o ex-empresário de Nova York, que já foi um renomado magnata do setor imobiliário antes de entrar para a política e se tornar presidente dos Estados Unidos, teria perguntado várias vezes a seus conselheiros na Casa Branca sobre a possibilidade dos Estados Unidos comprarem o território de 56.000 habitantes.

"A Groenlândia é rica em recursos preciosos (...) Estamos abertos para negócios, não para venda", respondeu o Ministério das Relações Exteriores da Groenlândia no Twitter, nesta sexta-feira. Mas o gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, não quis comentar imediatamente. "Deve ser uma pegadinha", twittou o ex-chefe do governo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen (Partido Liberal).

A Groenlândia é uma gigantesca ilha do Ártico, rica em recursos naturais (petróleo, gás, ouro, diamante, urânio, zinco, chumbo) e onde os efeitos do aquecimento global são evidentes. O derretimento do gelo, que causa a elevação do nível do mar, se multiplicou por quatro entre 2003 e 2013.

Desde a sua eleição em 2016, o presidente, extremamente cético em relação às mudanças climáticas, retirou os Estados Unidos do Acordo Climático de Paris e procurou sistematicamente desfazer os regulamentos ambientais adotados durante os oito anos da presidência de seu predecessor, o democrata Barack Obama.

A Groenlândia era uma colônia dinamarquesa até 1953, quando entrou na "Comunidade do Reino" dinamarquês. Em 1979, a ilha obteve o status de "território autônomo", mas sua economia ainda depende fortemente dos subsídios depositados por Copenhague.

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