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Américas

Rede de Epstein, milionário americano morto em prisão, poderá ser investigada por abusos de francesas

media milionário Jeffrey Epstein Criminal Justice Services/Handout/File Phot New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/Fil

Dois ministros franceses pediram nesta segunda-feira (12) a abertura de uma investigação no país depois da morte do milionário Jeffrey Epstein. Acusado de agressões sexuais de menores, ele foi encontrado morto há dois dias em sua cela, em uma prisão de Manhattan. A suspeita principal é que ele tenha se suicidado.

Segundo um comunicado divulgado por Marlène Schiappa e Adrien Taquet, respectivamente secretários de Estado franceses da Igualdade entre Homens e Mulheres e da Proteção à Infância, a investigação americana revelou ligações entre o milionário e a França e esclarecê-las é “fundamental para as vítimas”.

O milionário realizou diversas viagens à França e era proprietário de um imóvel em um bairro caro da capital francesa. O endereço exato não foi revelado. “A morte do senhor Epstein não deve privar as vítimas da Justiça à que têm direito: trata-se de uma condição essencial para a reconstrução delas, mas também uma condição para proteger de maneira mais eficaz outras jovens vítimas desse tipo de redes organizadas e desse tipo de predadores”, escreveram os representantes do governo francês.

Epstein foi acusado de tráfico sexual de menores e de conspiração criminosa para traficar menores para explorá-las sexualmente, duas acusações passíveis de até 45 anos de prisão. Segundo a ata de acusação, ele teria levado menores de idade, algumas delas com apenas 14 anos, para suas residências em Manhattan e em Palm Beach, na Flórida.

Os abusos teriam ocorrido pelo menos entre 2002 e 2005. Segundo a acusação, depois de participar de atos sexuais com ele, as jovens eram pagas. Outras recebiam dinheiro para recrutarem outras meninas.

Em uma carta enviada ao procurador da República de Paris, a associação “Inocência em Perigo” indicou ter feito uma notificação sobre suspeitas de que casos parecidos possam ter ocorrido com meninas francesas. Segundo a presidente da associação, Homayra Sellier, as informações se baseiam em documentos americanos públicos, nos quais aparecem nomes de garotas de diversas nacionalidades.

Teoria da conspiração

O provável suicídio de Epstein, 66 anos, desencadeou a abertura de diversas investigações nos EUA. Muitos acreditam que ele pode ter sido assassinado, em vez de ter cometido suicídio.O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, anunciou a abertura de duas investigações, uma do FBI e outra conduzida pelo Departamento de Justiça, sobre a morte do milionário, figura do jet set até ser preso em Nova York no começo de julho, acusado de múltiplas agressões, supostamente contra menores de idade.

As dúvidas foram reforçadas hoje por revelações do "The New York Times". Funcionários de prisões citados pelo jornal reconheceram que não foram respeitados os procedimentos de acompanhamento do detento: não foram realizadas rondas programadas para acontecerem a cada 30 minutos, e ele estava sozinho na cela, embora a regra é de que estivesse sempre com outro detento.

 Sem esperar os resultados das investigações anunciadas, os que preferem acreditar no assassinato do milionário - que costumava convidar pessoas poderosas para suas festas privadas, entre elas o presidente Donald Trump, o ex-prsidente Bill Clinton e o príncipe Andrew, filho da rainha da Inglaterra -, avaliam que, durante o seu processo judicial, alguns dos convidados poderiam se tornar alvo da Justiça ou de embaraços.

Trump encorajou no Twitter esta avalanche de especulações sobre um possível assassinato, reunidas na hashtag #EpsteinMurder : na noite de domingo (11), o presidente divulgou um vídeo publicado pelo ator Terrence Williams dizendo que Epstein tinha informações sobre Bill Clinton e sugerindo que isto teria relação com a sua morte.

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