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Américas

Países pró-Guaidó se reúnem para discutir futuro da Venezuela após novas sanções americanas

media Peru's Foreign Minister Nestor Popolizio attends a summit to discuss the political crisis in Venezuela, in Lima, Peru, August 6, 2019. REUTERS/Guadalupe Pardo REUTERS/Guadalupe Pardo

A "Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela", convocada pelo Grupo de Lima, teve início com um apelo do Peru para redobrar os esforços e conseguir uma mudança de governo em Caracas. "Convido a renovar o apoio total ao presidente Juan Guaidó", disse o ministro das Relações Exteriores peruano, Néstor Popolizio, ao inaugurar a reunião.

O encontro conta com a presença de ministros das Relações Exteriores e delegados de todos os continentes convocados pelo Grupo de Lima, incluindo uma delegação enviada pelo presidente americano, Donald Trump. No entanto, representantes dos países que apoiam o governo de Nicolás Maduro, como Cuba, Rússia, China e Turquia, rejeitaram o convite.

O presidente americano enviou a Lima o secretário do Comércio, Wilbur Ross, e o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, que afirmou na segunda-feira (5) que “chegou o momento de avançar para uma transição de poder de Maduro a Juan Guaidó". Bolton disse ainda que o governo dos Estados Unidos tem a "intenção de que a transferência (de poder na Venezuela) seja pacífica", mas reiterou que todas as opções estão sobre a mesa.

Reunião emblemática

"Esta reunião será muito emblemática para reafirmar o apoio da comunidade internacional à presidência interina de Juan Guaidó", declarou o assessor para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional de Trump, Mauricio Claver-Carone, que integra a delegação americana. "Também vamos falar sobre o que faremos no dia ‘um’, o primeiro dia depois que Maduro deixar o poder", completou.

Trump congelou na segunda-feira todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos, que agora "estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou manejados". Washington não aplicava uma medida deste tipo contra um país do continente americano há três décadas, algo semelhante às sanções impostas a Coreia do Norte, Irã e Síria.

No passado, o governo dos Estados Unidos adotou a mesma medida contra Cuba, de Fidel Castro, em 1962; Nicarágua no primeiro governo de Daniel Ortega, em 1985; e o Panamá em 1988, no período do general Manuel Antonio Noriega. Apenas as sanções contra Havana permanecem vigentes.

Terrorismo econômico

O governo venezuelano acusou nesta terça-feira Washington de praticar "terrorismo econômico" e de buscar uma ruptura no diálogo com a oposição.

O governo de Nicolás Maduro "denuncia perante a comunidade internacional uma nova e séria agressão do governo Trump por meio de ações arbitrárias de terrorismo econômico contra o povo da Venezuela", afirma o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

Já o líder opositor Juan Guaidó assegurou que o processo de diálogo com o presidente Nicolás Maduro prosseguirá, mesmo depois das novas medidas americanas. "O mecanismo do reino da Noruega continua porque o que estamos gerando são as condições para uma solução real para a crise", afirmou Guaidó aos jornalistas, minutos depois de a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmar que as novas sanções representam um "soco na mesa de negociações".

Também nesta terça-feira, a Casa Branca enfatizou que os Estados Unidos usarão de todas as ferramentas necessárias para propiciar o fim da ditadura de Maduro. "Como a administração Trump deixou claro: todas as opções estão na mesa. Os Estados Unidos usarão de todas as ferramentas apropriadas para acabar com o controle de Maduro sobre a Venezuela, apoiar o acesso do povo venezuelano à assistência humanitária e assegurar uma transição democrática no país", afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham, em um comunicado.

O encontro do Grupo de Lima acontece em um hotel da capital peruana e conta com a presença, entre outros, de representantes do Vaticano, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Israel, Emirados Árabes Unidos, África do Sul e 18 países latino-americanos, incluindo o Brasil.

(Com informações da AFP)

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