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Campanha eleitoral começa na Argentina com Brasil e EUA reforçando apoio a Macri

Campanha eleitoral começa na Argentina com Brasil e EUA reforçando apoio a Macri
 
Dois modelos opostos disputam a eleição presidencial na Argentina: de uma lado o candidato Alberto Fernández que prega um país mais protecionista. Do outro, o atual presidente Mauricio Macri que prega o livre mercado. Fotomontagem RFI

Começa oficialmente nesta sexta-feira (12) a campanha eleitoral, nas ruas e nos meios de comunicação, na Argentina. A verdadeira disputa acontece principalmente na província de Buenos Aires, que concentra 40% dos eleitores. Em uma corrida extremamente polarizada, com um país dividido em duas metades praticamente iguais, a luta é voto a voto. As eleições na Argentina são as que mais interessam ao Brasil e as que mais repercussão podem ter nos países da região.

Marcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

A campanha eleitoral nasce polarizada como se o país já estivesse no segundo turno. Em choque, duas propostas totalmente antagônicas. Continuará a centro-direita no poder ou, num movimento contrário do que aconteceu há quatro anos, o país voltará à centro-esquerda?

Um modelo é representado pelo presidente Mauricio Macri que prega o livre mercado, a inserção da Argentina no mundo e uma série de reformas de competitividade, a exemplo das que estão em discussão no Brasil. Um modelo considerado liberal.

Do outro lado, um modelo representado pelo candidato Alberto Fernández que prega um país mais protecionista, com uma economia mais fechada e com intervenção do Estado. Um modelo taxado de populista por uns e classificado como progressista por outros.

Expectativas da campanha

Os dois candidatos vão fazer uma campanha do medo, medo do outro.

Macri vai alertar para o risco de voltar ao passado com Cristina Kirchner, e para o risco de autoritarismo. Ele vai citar a Venezuela como exemplo.

Já Fernández vai advertir sobre o risco de mais ajustes, com perdas sociais, se Macri continuar no poder.

Tudo indica que será uma campanha de poucas propostas e de nenhum debate.

Alberto Fernández é candidato a presidente na chapa em que Cristina Kirchner é candidata a vice, num dueto que os analistas indicam como "Alberto Fernández ao governo, Cristina Kirchner ao poder". O problema é que metade do país rejeita voltar ao passado com Cristina. Por isso, Alberto vai procurar falar mais sobre o presente de uma economia em recessão para tentar convencer que o atual presidente fracassou.

Já Mauricio Macri vai justamente atacar esse passado e as contradições de Alberto Fernández, que até pouco tempo atrás criticava Cristina Kirchner.

Pesquisas de intenção de voto

As sondagens apontam a um país dividido em duas partes praticamente iguais. A vantagem de Alberto Fernández sobre Mauricio Macri varia, em média, em torno de apenas 3 pontos, dependendo da pesquisa.

Essa diferença na intenção de voto já foi de 8 pontos de vantagem para Fernández em maio. Desde o mês passado, Macri tem recuperado terreno.

Juntos, os dois candidatos somam mais de 80% das intenções de voto, mostrando como a disputa já nasce polarizada. Restam 14% de indecisos que serão o alvo da campanha.

Importância para o Brasil

Estas eleições são importantes para o Brasil em primeiro lugar porque a Argentina é o principal parceiro comercial do país na região e o terceiro no mundo. Buenos Aires é também quem mais compra produtos industrializados do Brasil.

Para o governo Bolsonaro, não será a mesma coisa se Macri, que defende a abertura comercial, perder e Fernández, que é a favor do protecionismo, ganhar. Por isso, Bolsonaro faz abertamente campanha a favor de Macri e deve voltar a defender o candidato-presidente na semana que vem, quando visitar a cidade argentina de Santa Fé para a reunião de Cúpula do Mercosul.

Aliás, o próprio acordo que o Mercosul assinou com a União Europeia depende muito da vitória de Macri. Alberto Fernández já prometeu que vai rever esse acordo se ganhar.

Em segundo lugar, o resultado das eleições na Argentina pode ter impacto na vizinhança. Por exemplo, Macri foi o primeiro presidente de direita na região a ganhar há quatro anos. Depois dele, veio uma onda conservadora em todas as eleições pela América do Sul.

Esse ciclo vai continuar ou haverá uma reversão a partir da Argentina? Por essas e outras, Donald Trump enviará o secretário de Estado, Mike Pompeo, a Buenos Aires na semana que vem para dar um sinal de apoio a Macri. E talvez o próprio Trump possa vir à Argentina.

O primeiro turno da eleição presidencial argentina acontece em 27 de outubro. A votação também vai renovar parte do Congresso. Os eleitores vão eleger, além do presidente e vice-presidente, 130 deputados, 24 senadores e 43 deputados do Parlamento do Mercosul. Haverá ainda eleições regionais. O segundo turno está marcado para 24 de novembro.


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