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Américas

Estrela do futebol dos EUA, Rapinoe aceita convite de democratas após repudiar Trump

media Megan Rapinoe (no canto direito), capitã da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos, comemora gol sobre a França em 28 de junho de 2019. REUTERS/Benoit Tessier

Capitã da seleção norte-americana de futebol feminina, equipe que é franca favorita ao título de campeã na Copa do Mundo na França, a meio campista Megan Rapinoe não tem papas na língua. Lésbica assumida, ela se recusa a cantar o hino de seu país antes dos jogos, como uma forma de protesto à violência policial contra negros nos Estados Unidos. Neste sábado (29), ela aceitou o convite da deputada democrata norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez para visitar o Congresso.

AOC, como é conhecida a jovem parlamentar, uma estrela em ascensão do Partido Democrata, é uma crítica feroz do presidente dos Estados Unidos. Rapinoe, que tem grandes chances de levantar a taça ao fim do Mundial da França, havia declarado anteriormente que “jamais iria à m. da Casa Branca” prestigiar Trump, caso se consagre campeã do mundo.

A seleção feminina dos Estados Unidos garantiu nesta sexta-feira (28) uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo de Futebol Feminino da França depois de derrotar as anfitriãs por 2 a 1 no Parque dos Príncipes, em Paris. Os dois gols da vitória foram cravados pela pontaria certeira de Megan Rapinoe. A capitã, de 33 anos, que joga nos Seattle Regin, garantiu a vitória norte-americana dois dias depois de ter confirmado que não tem a mínima intenção de ir visitar a Casa Branca se, por acaso, for convidada a fazê-lo pelo presidente Donald Trump.

Mas se a jogadora repudia o presidente norte-americano, ela aceitou neste sábado um convite especial, feito pela jovem e já celebrada deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez. Pelo twitter, a congressista convidou toda a equipe feminina dos Estados Unidos para um “tour” pelo parlamento, após o fim da competição.

"Pode não ser a Casa Branca, mas ficaríamos felizes em receber a @mPinoe e todas (a seleção das mulheres dos EUA) para uma turnê na Câmara dos Representantes quando elas quiserem", propôs AOC no twitter na sexta-feira à noite. A jovem e progressista deputada Alexandria Ocasio-Cortez é uma estrela em ascensão do Partido Democrata, que controla a Câmara dos Deputados norte-americana. A resposta de Megan Rapinoe veio rápida: “Considere [a visita] como feita”, disse aceitando o convite. “Sim!”, replicou em seguida a deputada democrata.

Rebelde

Californiana da cidade de Reding, na costa oeste dos Estados Unidos, Rapinoe é uma rebelde convicta, e conta com o apoio de sua equipe e da técnica da seleção norte-americana, Jillian Ellis. Questionada pelo The Guardian se condenava as declarações fortes de sua meio-campista, Ellis afirmou que, pelo contrário, “ela sabe lidar com a situação”.

A jogadora, que chegou a passar por centros de correção infantil em seu país, fala abertamente sobre o futebol tê-la salvado das drogas. Direta, mandou um recado através da imprensa internacional, após a vitória sobre a França: “força, gays! Não se pode ganhar um campeonato sem gays em uma equipe”, disparou.

Anti-Trump

Megan Rapinoe disse na quinta-feira (27) em Paris que o atual governo dos EUA "não pensa como nós e não luta pelas mesmas coisas pelas quais estamos lutando". Desde a eleição de Donald Trump, várias equipes recusaram o convite do presidente como uma forma de denunciar sua política, como os jogadores de basquete dos Golden State Warriors e os Philadelphia Eagles, vitoriosos em 2018 no Super Bowl, a final nacional de futebol americano, evento maior do calendário esportivo do país.

Rapinoe, que é atacante do Reign FC, de Seattle, é abertamente gay e politicamente engajada. Ela se juntou ao movimento de boicote do hino de seu país lançado pelo jogador de futebol americano Colin Kaepernick, em 2016, para protestar contra a violência policial contra os negros.

Trump respondeu a jogadora à sua maneira, pelo Twitter: "Megan nunca deve desrespeitar nosso país, a Casa Branca e nossa bandeira". "Megan deve ganhar antes de FALAR!", acrescentou, apontando que convidaria as jogadoras norte-americanas de futebol feminino, independentemente do resultado na competição.

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