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Brasileira investe em "Parada Inteligente", rede de lojas de conveniência na Venezuela

Brasileira investe em
 
A brasileira Elisany Pinheiro E. Jorge

Apesar da crise, Venezuela vive um momento de oportunidades, na opinião da brasileira Elisany Pinheiro. Radicada no país há 20 anos, ela investe em uma rede de lojas de conveniência, a “Parada inteligente”.

Por Elianah Jorge, correspondente da RFI na Venezuela

Em outubro de 1999, poucos meses da chegada de Hugo Chávez ao poder (1999-2013), a brasileira Elisany Pinheiro veio passar férias na Ilha de Margarita, na Venezuela. Gostou tanto que acabou ficando no país. Na época, para se manter, começou a vender roupas que trazia da Parintins natal.

Tudo ia bem até que, em 2003, Chávez instaurou um novo controle cambial no país, o que a levou a mudar de ramo. Surgiu então a oportunidade de investir em cinco franquias da chamada “Parada Inteligente”, que ela explica como funciona:

“É como uma loja de conveniência pequena dentro dos centros comerciais (shoppings). Parada Inteligente quer dizer que onde você para, no local, consegue um pouco de tudo. Por isso que é inteligente”.

A atual crise levou cerca de quatro milhões de venezuelanos a imigrar, porém Elisany destaca que apesar da situação, há estrangeiros que preferem continuar por aqui. Ela considera que ainda existem setores para investir no país comando por Nicolás Maduro:

“Eu continuo insistindo que na Venezuela este é o momento das oportunidades. Porque é o momento onde há muitas necessidades, e geralmente a oportunidade está onde tem necessidade. Por isso os estrangeiros continuam aqui”.

No entanto a empresária reconhece que a situação não está fácil. De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) este ano o Produto Interno Bruto da Venezuela deve sofrer uma contração de -25%.

Esperar o momento certo

“Agora é o momento de aguentar e criar. Ver qual a necessidade do mercado, continuar, resistir e esperar o momento correto. Quando ele chegar, dá para “pegar de cheio”, diz ela sobre os benefícios que virão com uma possível guinada econômica da Venezuela.

Enquanto essa mudança não vem, Elisany decidiu investir em um novo setor e em um novo país. Há seis meses ela abriu nos Estados Unidos a UnivFilms, uma empresa de streaming, mercado que vem ganhando espaço e facilita o acesso a conteúdos na internet sem precisar baixá-los. O produto dela promete ser o “Netflix” dos produtores independentes.

“Tanto a visão como a missão da UnivFilms é que ela seja a plataforma do cinema independente, com espaço para os novos talentos.

A meta é expandir o negócio e levá-lo a países da América Latina. O Brasil, claro, é um deles. O carro-chefe da empresa é o streaming, mas, segundo ela, há um leque de possibilidades.

“A UnivFilms tem uma linha de produtos para sustentar e promover o cinema independente, que é a produção audiovisual, (além da promoção de) festivais e eventos, um módulo de formação audiovisual, um portal de notícias e uma agência de talentos”.

Olhando para o futuro

A plataforma da brasileira funciona através da assinatura mensal, com valores que variam entre US$ 4 quatro e 10, de acordo com a velocidade dos planos de exibição do conteúdo. De olho no futuro, Elisany aposta também na modernização do pagamento através de moedas virtuais.

“Existe esse movimento das criptomoedas, então a tecnologia está avançando dia a dia e nós não podemos estar atrás”.

Mesmo buscando novos horizontes, Elisany continua atenta ao que acontece na Venezuela e também com os venezuelanos. Entre tantos planos, ela quer fazer um documentário inspirado no êxodo ao país vizinho.

Retratar o êxodo

“Pretendo fazer um documentário sobre a questão da imigração dos venezuelanos na Colômbia, o país que mais recebe imigrantes venezuelanos”.

Até maio deste ano, de acordo com a Migração da Colômbia, cerca de um milhão e trezentos mil fugiram para o país, o que demonstra a gravidade das consequências da crise entre a população venezuelana.


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