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Michelle Bachelet se encontra com Maduro e Guaidó durante visita à Venezuela

Michelle Bachelet se encontra com Maduro e Guaidó durante visita à Venezuela
 
A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, chega nesta quarta-feira (19) em Caracas. REUTERS/Denis Balibouse

A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, chega nesta quarta-feira (19) a Caracas, imerso na pior crise de sua recente história. A ex-presidente chilena permanecerá na Venezuela até sexta-feira (21), onde irá se reunir com representantes do governo de Nicolás Maduro, da oposição liderada por Juan Guaidó e com integrantes de organizações não governamentais. Vários protestos foram convocados no país para os próximos dias.

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

É forte a expectativa para a visita de três dias de Bachelet, sobretudo por parte da sociedade civil e das organizações não governamentais. Eles anseiam que ela tome conhecimento in loco da situação dos direitos humanos na Venezuela.

A alta comissária das Nações Unidas recebeu o convite do governo do presidente Nicolás Maduro, mas a própria Bachelet declarou semanas atrás que é preciso “ir com neutralidade para conversar com todas as partes e não ser parte de uma estratégia”.

A ex-presidente chilena também terá reuniões com o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, com o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, com o procurador geral da Venezuela, com legisladores das duas assembleias do país: a Nacional e a Constituinte.

Na intensa agenda, Bachelet também terá encontros com vítimas de abusos e violações de Direitos Humanos, além de representantes da sociedade civil, sindicalistas, líderes religiosos e representantes acadêmicos.

Manifestações durante a visita

Em Caracas estão marcados pelo menos três protestos. Um deles, previsto para quinta-feira (20), é o de familiares de 715 presos políticos. Outro acontece nas imediações da sede da presidência e é comandado por aposentados da indústria petroleira. Eles exigem receber o pagamento de seus salários, iniciaram uma greve de fome e querem que Bachelet visite o lugar para conhecer as reivindicações.

Outro grupo é integrado por familiares de 59 colombianos que estão presos há quase três anos acusados de serem paramilitares. Além deles, a família do ex-ministro da Justiça Miguel Rodríguez Torres aproveitou a visita de Bachelet para denunciar que há 50 dias não tem notícias de seu paradeiro.

Para disfarçar a situação, nas últimas horas, foram libertados três presos políticos. Entre eles, o deputado Gilbert Caro, que passou mais de 50 dias detido. No entanto, o assessor de Guaidó, Roberto Marrero, o vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano e o deputado Juan Requesens continuam presos.

O diretor da ONG Fórum Penal, Alfredo Romero, fez um apelo para que a ida da ex-presidente chilena à Venezuela sirva para constatar as violações dos direitos humanos no país e que não seja apenas uma visita “turística”.

Dois governos e intensa agenda

Há quase cinco meses Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela. É este cenário de dois chefes de Estado que Bachelet vai encontrar ao chegar ao país. Apesar de ter sido convidada pelo governo de Nicolás Maduro, a alta comissária deverá manter a diplomacia ao lidar com ambos os setores de um país extremamente polarizado.

A chilena chega em um momento que os venezuelanos continuam aumentando a diáspora mundo afora. Neste grupo está o caso dos quase 60 venezuelanos desaparecidos quando as embarcações em que estavam naufragaram antes de chegar nas ilhas de Trinidad e Tobago.

Bachelet terá uma agenda intensa e será alvo de inúmeros apelos. A oposição pedirá a ela a libertação de todos os presos políticos, o desmantelamento das Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional (FAES) - acusadas de cometerem execuções extrajudiciais -, além de ampliar a entrada da ajuda humanitária, tendo em vista que mais de 324 mil crianças correm risco alimentar.

Caos no interior

Embora a situação do país seja caótica, na capital Caracas os problemas são menores do que nos demais estados. Ainda não há confirmação se Bachelet visitará outras cidades. Nas redes sociais há campanhas pedindo que ela visite o estado Zulia, na região noroeste do país, onde a situação é de calamidade.

Os zulianos fazem até três dias de filas para poder abastecer seus veículos por causa da falta de combustível no país petroleiro. Em algumas regiões do estado o fornecimento de energia elétrica dura apenas três horas, prejudicando o bombeamento de água para residências e até mesmo para os hospitais. Quem mora em casa, por causa do calor e da falta de energia, acaba colocando as camas para fora para conseguir dormir, ignorando até mesmo a insegurança. Pelo menos outros quatro outros estados estão em situação igual ou parecida. 

Na noite de sexta-feira (21), Bachelet fará a apresentação do relatório sobre a visita ao país. A missão será considerada um sucesso caso ela consiga convencer o governo de Nicolás Maduro sobre a instalação de um escritório permanente do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Venezuela.


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