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Pesquisa mostra Trump atrás de principais pré-candidatos democratas

Pesquisa mostra Trump atrás de principais pré-candidatos democratas
 
O presidente Donald Trump lança nesta terça-feira (18) sua candidatura à reeleiçéao em 2020 REUTERS/Carlos Barria

Às vésperas do lançamento da campanha pela reeleição de Donald Trump à Casa Branca, nesta terça feira (18) em Orlando, uma pesquisa de opinião vem complicar os planos do presidente americano. A sondagem do canal de televisão Fox News, divulgada nesse domingo (16), indica que Trump está atrás de todos os cinco principais pré-candidatos do Partido Democrata.
 

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Donald Trump não está nada satisfeito com os resultados das pesquisas que indicam que sua reeleição está longe de estar garantida. Recentemente, vários responsáveis por pesquisas de opinião e intenção de votos da Casa Branca foram demitidos. O presidente americano ficou indignado com os números que lhe eram apresentados, chegando a afirmar que eles estavam incorretos.

No entanto, as pesquisas internas da Casa Branca, que mostram que Trump estaria atrás de todos os principais pré-candidatos democratas - especialmente nos estados decisivos para a eleição presidencial, como Michigan e Wisconsin, que são estados sem lealdade inabalável a nenhum dos partidos - são compatíveis com os resultados da pesquisa de intenção de voto da Fox News. A Fox News, aliás, é simpática a Trump.

Democrata Joe Biden lidera

Segundo a pesquisa da Fox, Trump está 10 pontos atrás de Joe Biden, que foi vice de Barak Obama e está na sua terceira tentativa para chegar à presidência. Bernie Sanders, senador do estado de Vermont, é o segundo favorito dos democratas e tem uma vantagem de nove pontos sobre Trump. Além disso, as senadoras Elizabeth Warren, de Massachusetts, e Kamala Harris, da Califórnia, também levam uma pequena vantagem sobre o presidente republicano. Trump fica um pouco atrás até mesmo de Pete Buttigieg, prefeito de South Bend, uma pequena cidade do estado de Indiana.

Para piorar as coisas para o lado do presidente, depois da divulgação do relatório do promotor especial Robert Mueller, que investigou uma suspeita de envolvimento da campanha de Trump com a Rússia em 2016 um número maior de americanos acredita que, de fato, o então candidato republicano contou com a ajuda de Vladimir Putin. Apesar disso, 56% dos americanos que responderam à pesquisa da Fox não acreditam que Trump sofrerá um impeachment.

Ataques à imprensa

Nesse fim de semana, as investidas de Trump contra a imprensa ficaram ainda mais intensas. Especialmente porque o The New York Times publicou uma matéria com fontes anônimas do governo dizendo que os americanos estavam intensificando seus esforços para ataques cibernéticos contra a Rússia. O presidente americano disse que isso não era verdade e acusou o diário de praticamente ter cometido um ato de traição contra os EUA. O New York Times confirmou sua reportagem.

Recentemente, Trump tem tuitado até mesmo contra a Fox e passou a promover o canal One America News, que, apesar de ser relativamente novo, está ganhando cada vez mais espaço entre a audiência conservadora. Nesse domingo, Trump também disse que o único motivo de os democratas estarem promovendo seu impeachment é porque sabem que não têm como derrotá-lo nas urnas.

Economia em alta favorece Trump

O forte desempenho da economia americana - que deve continuar em expansão, pois uma inflação ou juros mais altos são improváveis, pelo menos no médio prazo – favorece a reeleição de Trump, contrário ao que as pesquisas estão atualmente indicando. Os americanos não têm levado muito a sério as pesquisas, desde que todas elas apontaram que Hillary Clinton venceria facilmente a eleição de 2016. Nesse primeiro momento, a capacidade de as pesquisas influenciarem os eleitores poderia ser limitada, estando elas corretas ou não.

Por um lado, faz sentido os democratas continuarem a explorar a possibilidade de impeachment, mesmo que não tenham a intenção de realmente ir adiante com o processo, mas apenas para que essa ameaça esteja sempre pairando sobre a imagem de Trump. Quando são perguntados diretamente sobre se apoiam um impeachment, os pré-candidatos do partido não hesitam em dizer que sim, mas logo complementam que primeiro é preciso investigar tudo muito bem, em uma tentativa de agradar a todos, sem se comprometer muito.

Escolha do candidato democrata

As últimas pesquisas reafirmam a liderança de Biden (32%), mas mostram que Bernie está perdendo popularidade. Desde março, o senador perdeu 10 pontos, passando de 23% para 13% das intenções de voto. Na escolha do candidato, o partido Democrata enfrentará um cálculo político complicado.

Apesar de Biden ser a escolha mais segura, pois ele deve seguir com as políticas de Obama e Hillary, o que agrada a liderança democrata convencional, o ex-vice desagrada muitos da nova ala progressista do partido. Esse grupo dos novos democratas, que têm uma voz cada vez mais forte, até hoje não se conformou que Bernie não tenha sido o candidato do partido em 2016 e, certamente, não quer ser representado por um candidato tão convencional quanto Biden. Bernie conta com um enorme apoio dos progressistas por ser simpático ao socialismo democrático e não é improvável que ele passe a liderar as pesquisas.

Outros candidatos, como Warren, Harris e Buttigieg, têm a vantagem de representarem grupos historicamente não privilegiados, como mulheres, negros e homossexuais. O diário Washington Post, que não esconde que prefere ver um democrata na Casa Branca, desde maio, decidiu não mais se referir a Biden como “o favorito”. Esse é mais um indício de que ainda é muito cedo para apostar em qualquer candidato.

Lançamento da campanha de Trump

Trump está em constante ritmo de campanha. Só neste ano, ele já fez diversos comícios nos estados do Rust Belt, ou Cinturão da Ferrugem, como são conhecidos os estados no nordeste dos Estados Unidos que contam com um grande número de trabalhadores do setor de manufatura industrial. Nesta terça-feira, ele lançará oficialmente sua candidatura para reeleição em 2020, em um comício que será realizado em Orlando, na Flórida, um estado sempre fundamental para quem quer chegar à Casa Branca.

O comício vai acontecer em um estádio para 20 mil pessoas, e não será uma surpresa se o local estiver praticamente lotado. Os eventos de Trump são verdadeiros shows e seus eleitores se divertem com o estilo de comediante debochado do ex-anfitrião do programa The Aprentice, que faz um discurso cheio de alfinetadas e apelidos para seus rivais. A equipe de Trump espera que, ao mostrar o entusiasmo do público no comício, os eleitores esqueçam as pesquisas negativas e se empolguem com a reeleição do presidente.

Trump diz que, para se reeleger, ele focará principalmente na economia robusta e na segurança do país. A hora da verdade será em 03 de novembro de 2020. Se a economia forte dos últimos anos e o corte nos impostos proporcionado pelo governo republicano realmente favoreceram os trabalhadores americanos como os defensores de Trump alegam, ele não terá problema em ser reeleito. Mas, se os trabalhadores, que apesar de tradicionalmente democratas resolveram apostar em Trump em 2016, não tiverem observado nenhuma melhora na sua qualidade de vida, o presidente terá de voltar a viver na Trump Tower, em Nova York.

Ameaça de guerra com o Irã

Outro fator favorável a Trump é o país não estar envolvido em guerras. Apesar de o conflito com o Irã estar cada vez mais exacerbado, desde que o presidente americano decidiu abandonar o acordo nuclear firmado por Obama com Teerã, para Trump não é vantajoso se envolver em um combate militar com o país asiático.

Recentemente, o governo americano acusou o Irã de ter atacado com explosivos navios petroleiros do Japão e da Noruega, no Golfo de Omã, além de ter lançado um míssil contra um drone americano. O Irã nega as acusações.

Se Trump quer mesmo ser reeleito, ele deve evitar um confronto militar com o Irã, apesar da suposta pressão de alguns membros do seu gabinete, e optar por responder às provocações com bombardeios focados na fonte específica do ataque, como navios e bases. A grande maioria dos americanos não quer se envolver em mais um longo e custoso combate em lugares tão distantes da sua sociedade, como as guerras no Iraque e no Afeganistão.


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