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Américas

The New York Times abandona caricaturas após ilustração considerada antissemita

media Sede do New York Times. AFP/Daniel Slim

A edição internacional do jornal americano The New York Times vai deixar de publicar caricaturas. A decisão foi anunciada na segunda-feira (10), semanas após polêmica criada por ilustração considerada antissemita.

O desenho em questão foi uma caricatura representando o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, como cão-guia do cego personificado por Donald Trump. Na imagem, o premiê traz uma coleira com a estrela de Davi e o presidente americano, de óculos escuros, tem um quipá na cabeça.

Publicada no final de abril, a caricatura provocou muita polêmica e revolta da comunidade judaica, que a considerou “antissemita”. Houve inclusive protestos na frente da sede do diário, em Nova York. A charge foi retirada do site do New York Times e o jornal pediu desculpas.

Críticas demais a Trump

O responsável pelo editorial do Times, James Bennet, afirmou que a equipe já pensava há mais de um ano em parar com as caricaturas políticas. Para Patrick Chapatte, desenhista que aparece com frequência nas páginas do jornal, a decisão está ligada à polêmica da caricatura de Trump e Netanyahu. Em seu blog, Chapatte lembra que nos últimos anos, grandes caricaturistas vêm perdendo trabalho porque os editores de jornais acham que os trabalhos são críticos demais a Trump.  

Charge do cartunista português António. DR

Entrevistado pela RFI no auge da polêmica, o autor da charge, o português António Moreira Antunes, 66 anos, conhecido apenas por “António”, explicou que o desenho não era “antissemita, mas antissionista”. António reclamou de pessoas interessadas em manter a confusão. “Não são sinônimos”, insistiu. “Há muitos lobbies de pressão nos EUA, como se viu. E jornais importantes, como o New York Times, a recuar, a pedir desculpas. É um espetáculo triste”.

"Um erro", diz Plantu

O caricaturista francês Plantu, do jornal Le Monde e criador da associação “Cartooning for Peace” (Caricaturas pela Paz), criticou a decisão do New York Times. “Foi um erro, não é possível pensar em jornais sem imagens de opinião”, declarou Plantu à AFP. “O humor e imagens que incomodam fazem parte da democracia”, acrescentou.

Com a sua ONG, criada em 2006 com Kofi Annan e a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), Plantu faz justamente campanha para que a caricatura de imprensa seja considerada pela Unesco como um direito humano fundamental.

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