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Américas

Relatório denuncia "genocídio" de mulheres indígenas no Canadá

media Vista de Ottawa, a capital do Canadá. Michel Gagnon/Wikimedia Commons

O relatório final da comissão nacional de inquérito para elucidar os assassinatos e o desaparecimento de centenas de indígenas no Canadá, só será publicado oficialmente na próxima segunda-feira (3). Mas suas conclusões foram reveladas pela mídia canadense neste sábado (1). O texto denuncia um “genocídio” e aponta a responsabilidade do estado.

A Comissão Nacional de inquérito foi instituída pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, em 2016, para apurar crimes ocorridos nas últimas três décadas e não elucidados. Entre 1980 e 2012, cerca de 1.200 indígenas desapareceram ou foram assassinadas no país. Segundo o relatório, esse número poderia ser muito maior.

A comissão ouviu cerca de 2.400 integrantes de comunidades indígenas em todo o Canadá. O resultado da investigação vai provocar um “debate explosivo” no país, adianta o jornal Le Devoir. O diário diz que o texto não se contenta em classificar os crimes de “genocídio”. O documento fala em “genocídio intencional” e aponta “a responsabilidade do Estado, que foi incapaz de proteger essas mulheres e jovens, principalmente de violências sexuais.”

Estruturas coloniais

“Esse genocídio está fundamentado em estruturas coloniais que são também responsáveis pela alta atual das taxas de violência, mortes e suicídios entre as populações nativas”, ressaltam os investigadores. Eles lamentam “a indiferença da sociedade canadense” diante desse fenômeno.

O relatório questiona principalmente o papel de pensionatos que foram criados por Ottawa, no início do século 19 e que funcionaram até os anos 1990. Milhares de crianças indígenas cresceram nessas instituições, longe de suas famílias.

Para que os cidadãos canadenses indígenas possam enfim usufruir de seus plenos direitos, os autores do relatório recomendam a criação de um tribunal especializado para os povos nativos.

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