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Américas

Maduro acusa general de atuar para CIA; Guaidó convoca novos protestos neste sábado

media Juan Guaidó quer remobilizar seus apoiadores em manifestações como a que aconteceu no dia 1° de maio em Caracas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente, convocou seus apoiadores para participar de protestos neste sábado (11) em todo o país contra a ofensiva declarada pelo presidente Nicolás Maduro à oposição, em especial deputados e militares desertores do regime. Ao todo, 120 protestos estão previstos no país.

Em Caracas, a manifestação está marcada para começar às 10h no horário local. Vai ser um dia de teste para Guaidó, que tentou um levante fracassado contra Maduro há duas semanas. O opositor de 35 anos, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, luta pelo poder com Maduro há três meses e meio.

"Neste sábado, vamos às ruas pela nossa Assembléia Nacional, a única instituição nas mãos da oposição", tuitou Guaidó na noite de sexta-feira. "Por nossos valentes deputados que estão dando tudo e por todo um país que ainda está mobilizado para ganhar a liberdade", escreveu o opositor. Nos últimos dias, um parlamentar foi preso, três buscaram refúgio nas embaixadas da Argentina e da Itália em Caracas e outro deputado fugiu para a Colômbia.

"Traidor infiltrado pela CIA"

Na sexta-feira (10), o presidente Nicolás Maduro acusou o seu ex-chefe de inteligência, Christopher Figuera, de ter coordenado a tentativa de deposição ocorrida na manhã de 30 de abril e de ser informante da CIA americana há mais de um ano. Seis pessoas morreram na repressão desencadeada após o levante.

"Nós conseguimos provar que o general Figuera foi recrutado pela CIA e atua como um traidor, um espião infiltrado", declarou Maduro em pronunciamento na TV estatal. "Em breve, a justiça vai alcançá-lo e ele pagará o preço de sua traição", disse Maduro, sem apresentar as provas.

Desde a tentativa de deposição, o paradeiro do general é desconhecido, mas o vice-presidente americano, Mike Pence, anunciou que Figuera havia desertado. Os Estados Unidos apoiam abertamente a oposição venezuelana.

Em Caracas, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), pró-governo, acusou dez deputados de oposição, incluindo Edgar Zambrano, braço direito de Guaidó, de traição e conspiração. Zambrano, vice-presidente do Parlamento, foi preso na quarta-feira (8) em uma operação cinematográfica que incluiu o reboque do veículo em que ele estava. O TSJ anunciou ontem que ele foi transferido para uma prisão militar da capital. O advogado do parlamentar criticou a decisão por ele ser um civil.

A ofensiva de Maduro contra o Legislativo foi condenada pela União Europeia, pelo Grupo Lima e pelos Estados Unidos, que reconhecem Guaidó como o único presidente legítimo da Venezuela.

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