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Américas

Maduro deixa Exército de prontidão em caso de "invasão dos EUA”

media Maduro (ao centro) discursou para 5 mil cadetes em El Pao, na Venezuela, em 4 de maio de 2019. Miraflores Palace/Handout via REUTERS

O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou neste sábado (4) as Forças Armadas para que fiquem a postos para defender o país de um eventual ataque dos Estados Unidos, coincidindo com mobilizações convocadas pela oposição, liderada por Juan Guaidó, em direção de bases militares.

Acompanhado pelo alto comando e milhares de soldados, Maduro pediu que eles "estejam prontos para defender o país com armas na mão, se o império norte-americano ousar tocar essa terra". "União, coesão, disciplina, obediência, subordinação e fundamental para a Constituição, o país, a revolução e o comandante-em-chefe legítimo!", afirmou o presidente a cerca de 5.000 soldados, cadetes em sua maioria.

Antes do discurso, transmitido por rádio e televisão estatais, Maduro dirigiu um veículo militar em uma grande esplanada onde funciona uma base de treinamento das Forças Armadas, em El Pao, no estado de Cojedes (noroeste).

Depois de um fracassado levante liderado por Guaidó na terça-feira, o presidente reiterou o seu apelo à lealdade, e exigiu que os militares fiquem de "olho aberto quanto a traidores e a quinta coluna". "Os generais e almirantes foram informados ontem: lealdade, eu quero uma lealdade ativa (...) Eu confio em você, mas olho aberto, um punhado de traidores não podem manchar a honra, unidade, coesão e imagem do Exército", afirmou Maduro.

"Eles mantêm uma guerra de caráter não convencional para enfraquecer o país e uma conspiração com muito dinheiro para destruir e dividir a Força Armada Nacional Bolivariana de dentro, com um grupo de golpistas traidores", afirmou o chefe de Estado.

Opositores convocados por Guaidó devem marchar neste sábado (4) em direção aos principais quartéis venezuelanos para exigir que as Forças Armadas deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro.

Os manifestantes tentarão fazer uma proclamação pedindo aos militares que apóiem um governo de transição liderado por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

"Não há confiança"

O líder da oposição, que liderou o levante junto com outro nome importante do movimento, Leopoldo López, libertado pelos insurgentes de sua prisão domiciliar e atualmente refugiado na embaixada espanhola, em Caracas, enfatizou a natureza pacífica das manifestações.

Os distúrbios de terça-feira e os protestos contra Maduro na quarta-feira deixaram quatro civis mortos, 200 feridos e 205 detidos, segundo a Anistia Internacional.

Juan Guaidó garantiu na sexta que o presidente Maduro submete os principais comandantes militares ao teste do polígrafo para confirmar sua lealdade. "Não há confiança" dentro do governo socialista, apesar das habituais manifestações de lealdade da cúpula militar, afirmou ainda.

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