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Américas

Guaidó anuncia apoio de militares; Maduro denuncia golpe de Estado

media Juan Guaidó, nesta terça-feira, 30 de abril, na base aérea La Carlota, em Caracas. REUTERS/Manaure Quintero

Tiros foram disparados nesta terça-feira (30) do lado de fora de uma base aérea de Caracas, onde o adversário Juan Guaidó esteve no início da manhã para anunciar o lançamento da "fase final" da luta contra Nicolás Maduro, segundo repórteres da Reuters. Homens de uniforme acompanhando o adversário trocaram tiros com soldados apoiadores de Maduro.

 

 

Um grupo de soldados venezuelanos se revoltou nesta terça-feira contra o presidente Nicolás Maduro e em apoio à oposição de Juan Guaidó, que pediu a todas as Forças Armadas para se juntarem a este movimento que o governo denunciou como um golpe de Estado.

Ainda de madrugada, Guaidó postou um vídeo com um pequeno grupo de homens uniformizados que, segundo ele, foi gravado em La Carlota, a principal base aérea da Venezuela no leste de Caracas.

"Hoje, valentes soldados, valentes patriotas, valentes homens apegados à Constituição, responderam ao nosso chamado, nós também viemos ao chamado, nós definitivamente nos encontramos nas ruas da Venezuela", disse Guaidó na mensagem.

"Foram anos de medo, o medo que hoje é superado. Hoje como presidente encarregado da Venezuela, legítimo comandante-em-chefe das Forças Armadas, peço a todos os soldados que nos acompanhem neste feito no marco da Constituição, dentro da estrutura da luta não violenta ", acrescentou Guaidó.

O chefe do parlamento também apareceu junto com o líder oposicionista Leopoldo Lopez, seu copartidário que disse que foi "libertado" da prisão domiciliar pelos militares que apoiam Guaidó.

"O chamado é aqui neste momento, na base aérea de La Carota, para acompanhar este processo de cessar definitivo da usurpação de poder", disse o chefe legislativo, que também pediu a seus seguidores que tomem as ruas da Venezuela.

A Colômbia está em contato com os demais membros do Grupo de Lima para convocar uma reunião de emergência, com o objetivo de apoiar o "retorno da democracia na Venezuela".

O presidente colombiano, Iván Duque, também pediu aos militares venezuelanos que se unam a Guaidó.

Tentativa de golpe

O governo venezuelano denunciou o incidente como uma "tentativa de golpe de Estado" e afirmou que a situação está sob controle.

"No momento, estamos enfrentando e desativando um pequeno grupo de militares traidores que se posicionaram em Altamira para promover um golpe de Estado", disse o ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez.

"Pedimos ao povo que permaneça em alerta máximo para, junto com as gloriosas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, derrotar a tentativa de golpe e preservar a paz", acrescentou Rodríguez.

O líder do chavismo, Diosdado Cabello, convocou nesta terça-feira uma manifestação no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, depois que o opositor Juan Guaidó afirmou ter o apoio de "bravos soldados" contra o líder socialista Nicolás Maduro.

"Estamos agora mobilizados e convidamos todo o povo de Caracas: venha para Miraflores. Vamos ver o que eles podem fazer contra o nosso povo", disse Cabello, presidente da Assembleia Constituinte no poder, em nota na televisão estatal VTV, chamando a ação de Guaidó de "espetáculo grotesco".

O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, também reportou "normalidade" nos quarteis.

O governo espanhol pede que se evite um derramamento de sangue na Venezuela.

(Com informações da AFP)

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