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Américas

A seis meses da eleição, Argentina intervém no mercado cambial

media O presidente argentino Mauricio Macri na reunião do G20 em Buenos Aires, em 1 de dezembro de 2018. REUTERS/Andres Stapff

O Banco Central da Argentina vai passar a intervir no mercado de divisas, a partir desta segunda-feira (29), para defender o peso e conter uma corrida cambial. A seis meses das eleições presidenciais de outubro, a medida conta com o aval do do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A partir de agora, o banco poderá vender até 250 milhões de dólares por dia para satisfazer a demanda do mercado - mesmo que a taxa de câmbio esteja dentro da faixa de não intervenção de 39,75 a 51,54 pesos por dólar -, o que foi acordado com o FMI.

Depois de uma semana volátil em que o peso caiu 8,16% em relação ao dólar, o anúncio recebeu o apoio imediato do FMI. No ano passado, o Fundo deu à Argentina uma linha de crédito de 56 bilhões de dólares condicionada ao ajuste de suas políticas.

"Apoiamos essas medidas, que estão adequadamente calibradas para os desafios que a Argentina enfrenta", disse o FMI.

A medida foi bem recebida no mercado cambial, que abriu com o preço do peso em alta para 46,50 e chegou a 45,81 no meio do dia, contra 46,80 pesos no fechamento da sexta-feira.

Juros mais altos

Para conter a volatilidade da semana passada, o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 72%. As reservas internacionais terminaram em 71,898 bilhões de dólares na sexta-feira.

Trata-se da segunda medida heterodoxa tomada nas últimas semanas pelo presidente Mauricio Macri, que já tinha anunciado um congelamento de preços, em uma tentativa de aliviar o ritmo inflacionário.

"Dado o aumento da volatilidade da taxa de câmbio observada nos últimos dias, o BCRA deve reforçar o viés contracionista da política monetária ao intervir no mercado cambial para reduzir de forma mais agressiva a quantidade de pesos", declarou a entidade em comunicado.

"Ancorar as expectativas"

O economista Matías Carugati disse que, "no meio da emergência, é uma medida precisa que pode funcionar, e eu digo 'pode', porque não há certezas".

Para ele, o Banco Central "vai deixar a taxa de câmbio se movimentar o mais livremente possível, mas tentando reduzir a volatilidade".

"Todos os analistas entendem que a taxa de câmbio tende a subir para acompanhar a inflação. O problema é quando o aumento é dado aos saltos. Essa medida tenta ancorar as expectativas", explicou.

De acordo com a nova disposição, se a taxa de câmbio estiver acima de 51,44 pesos, "o Banco Central aumentará de US$ 150 para US$ 250 milhões o valor da venda diária estipulada até agora", disse o organismo.

No entanto, essas intervenções também podem ser realizadas quando a cotação está localizada dentro da faixa de flutuação da moeda em determinadas circunstâncias.

Inflação x votos

O governo Macri considera que a depreciação do peso é o principal fator inflacionário.

Em março, a Argentina registrou inflação de 4,7% e acumulou 11,8% no primeiro trimestre deste ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 54,7%.

A crise econômica e o aumento dos preços estão entre as maiores preocupações dos argentinos, que irão às urnas em outubro para eleger o presidente.

Embora os candidatos ainda não tenham sido definidos, Macri está atrás de sua antecessora, Cristina Kirchner, nas pesquisas de intenção de voto.

"A debilidade da economia pode afetar ainda mais os índices de aprovação do presidente Macri e aumentar as chances de sua antecessora, a populista Cristina Fernández de Kirchner", disse a Capital Economics.

(Com informações da AFP)

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