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Américas

Polícia prende suspeito de ataque a sinagoga que deixou um morto e três feridos na Califórnia

media A polícia de San Diego cerca a sinagoga de Poway, na Califórnia, após o tiroteio desse sábado 27 de abril de 2019. REUTERS/John Gastaldo

O jovem americano de 19 anos, que assume ser antissemita e anti-islâmico, foi preso no sábado (27), logo após o tiroteio que deixou uma mulher morta e três feridos, entre eles o rabino. O atirador invadiu a sinagoga de Poway, perto de San Diego, no último dia da celebração da Páscoa judaica.

Segundo a mídia local, o suspeito teria anunciado na internet sua intenção de matar judeus. O ataque a tiros nesta cidade californiana de cerca de 50.000 habitantes, 40 km ao norte de San Diego, ocorre seis meses depois de um supremacista branco matar 11 pessoas na sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia. O tiroteio de Pittsburgh é o pior contra um lugar de culto judeu da história dos Estados Unidos.

As autoridades informam que os feridos na sinagoga de Poway não correm risco de vida. O agressor utilizou um fuzil automático de "tipo AR-15", usado em muitos ataques a tiros nos Estados Unidos. Ele chegou a fugir da sinagoga em um carro, mas um guarda da polícia de fronteiras que passava pelo local, atirou contra o suspeito e acabou alcançando o veículo.

Identidade revelada

O xerife do condado de San Diego, Bill Gore, não revelou a identidade do suspeito nem o motivo do ataque. Disse apenas que o jovem era de San Diego. No entanto, a imprensa local, citando fontes policiais, identificaram o suspeito como John T. Earnest.

As autoridades examinam sua atividade nas redes sociais e tentam estabelecer a autenticidade de uma carta aberta antissemita, que teria sido publicada por ele em um fórum de extrema direita antes do ataque. O manifesto, consultado pela AFP, é similar ao publicado por Brenton Tarrant, um supremacista branco que esteve por trás dos ataques de 15 de março à mesquita de Christchurch, Nova Zelândia, que deixaram 50 mortos.

A carta do suspeito do ataque de Poway elogia as ações de Tarrant e o agressor de Pittsburgh e se responsabiliza por um incêndio a uma mesquita na Califórnia uma semana depois do ataque de Christchurch.

"O mal do antissemitismo e do ódio"

O prefeito de Poway homenageou "os membros da congregação que se opuseram ao agressor e evitaram assim um incidente muito mais terrível".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado durante um comício em Wisconsin que condena "o mal do antissemitismo e do ódio". "Esta noite, o coração dos Estados Unidos está com as vítimas do horrível ataque a tiros da sinagoga na Califórnia", continuou o presidente.

Em um comunicado, a diretora do Museu do Holocausto de Washington, declarou-se "alarmada por este segundo ataque contra uma sinagoga em seis meses". "Hoje nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias, mas logo será necessário recordar que o antissemitismo é uma ameaça crescente e mortal", acrescentou.

"O antissemitismo continua levantando a cabeça e provocando vítimas", disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon. "É tempo de passar à ação, de declarar uma guerra decidida (ao antissemitismo), e não só condená-lo moralmente, o que permite às forças do ódio reviver as horas sombrias da história".

No Twitter, a congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez disse que estava "destroçada" com as notícias do ataque. "Temos a responsabilidade de amar e proteger nossos vizinhos", apontou.

"O ódio e a violência têm que ser detidos", afirmou Mike Levinel, membro pela Califórnia da Câmara de Representantes.

(com informações da AFP)

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