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Américas

Senadora estuprada durante serviço militar pede mudança de mentalidade nos EUA

media Senadora norte-americana Martha McSally durante audiência no Senado, quando revelou que havia sido estuprada por um oficial do Exército quando ainda estava na escola militar. REUTERS/Joshua Roberts

Uma senadora norte-americana revelou que foi estuprada quando estava no Exército causando comoção nos Estados Unidos. Ela voltou a chamar a atenção das autoridades nesta quinta-feira (4), quando pediu às escolas militares do país que mudem de mentalidade para prevenir ataques sexuais, que aumentaram cerca de 50% neste tipo de estabelecimento, apenas nos últimos dois anos.

Embora enfatizando que a agressão sexual ocorra em toda a sociedade, a ex-piloto de combate Martha McSally lembrou, durante uma palestra no Naval College de Annapolis, perto de Washington, que os militares devem "dar o exemplo". A conferência desta quinta-feira sobre a prevenção da agressão sexual foi a primeira a reunir as três academias militares que treinam futuros oficiais para liderar os militares dos Estados Unidos, bem como representantes de muitas universidades norte-americanas.

Nas escolas militares do país, os cadetes do segundo ano assumem muito rapidamente a responsabilidade pelos alunos do primeiro ano, especialmente nos fins de semana, disse McSally, a primeira mulher norte-americana a comandar um esquadrão de combate aéreo. "Estamos cobrando de crianças de 19 anos de idade que se responsabilizem por crianças de 18 anos", disse ela. "Eu nunca entendi isso".

"Eles são adolescentes!", exclamou, antes de conclamar os diretores da Escola Aérea, o Colégio Naval e o West Point (Exército) a mudar essa prática. "Não é porque sempre fizemos isso que temos que continuar fazendo assim", disse. "Você pode fazer as coisas de forma diferente", concluiu.

Revelação foi feita durante audiência no Senado

Martha McSally chocou o país em 26 de março ao revelar publicamente na galeria do Senado que havia sido estuprada por um oficial sênior. Ela não revelou o nome de seu agressor, nem a data em que os eventos ocorreram, mas disse que havia decidido falar sobre o trauma apenas anos depois.

Ela já havia passado 18 anos fardada e a resposta das forças militares a deixou tão desapontada que ela quase abandonou a Força Aérea. Ela finalmente saiu em 2010 com o posto de coronel, depois de 26 anos sob a bandeira norte-americana.

De acordo com um relatório do Pentágono divulgado em janeiro, o número de agressões sexuais em academias militares dos EUA aumentou quase 50% nos últimos dois anos, apesar dos esforços oficiais para combater o problema.

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