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Américas

Com crise, Caracas se tornou uma das cidades mais "baratas" do mundo

media Desvalorização da moeda contribuiu para que Caracas entrasse na lista das cidades mais baratas do ranking. Federico PARRA / AFP

Um estudo semestral do Economist Intelligence Unit (EIU) revela que o ranking das cidades mais caras do mundo continua dominado por localidades na Ásia e na Europa, com Paris no topo da lista. Já entre as mais baratas, o destaque vai para a capital da Venezuela, afetada pela crise política e econômica no país sul-americano.

Caracas está entre as dez cidades mais baratas do mundo, ao lado de Damasco, na Síria, Karachi, no Paquistão e Nova Déli, na Índia. Buenos Aires, na Argentina, também está entre as localidades com o custo de vida mais baixo do ranking.

No caso de Caracas, a desvalorização da moeda local contribuiu para o resultado, mesmo se grande parte da população não se beneficia da situação, já que os salários também perderam seu poder de compra. 

A lista é resultado de um estudo que compara os preços de 150 produtos e serviços. Critérios como preço de transporte público, aluguel, mas também um quilo de pão, uma garrafa de cerveja ou ainda o corte de cabelo em um salão de cabeleireiro foram levados em conta.

Paris está entre as mais caras

No topo do ranking, entre as mais caras do mundo, estão, Paris, Cingapura e Hong Kong, que, juntas, lideram a lista. Segundo Roxana Slavcheva, autora do relatório, essa é a primeira vez em 30 anos de estudo que três cidades dividem o primeiro lugar.

Zurique, Genebra e Osaka seguem como as mais caras da lista. Nova York chega em 7ª posição junto com Copenhague. Já Los Angeles divide a 10ª posição com Tel Aviv. Londres, que tradicionalmente está entre as mais caras, ficou em 22° lugar.

Algumas cidades emergentes, como Istambul, ou ainda Moscou, também perderam posições em razão da forte inflação ou da depreciação de suas moedas.

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