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Américas

Na Argentina, Guaidó anuncia realização de grande "protesto de Carnaval"

media O opositor venezuelano Juan Guaidó foi aclamado por uma multidão em Buenos Aires, na sexta-feira (1°). REUTERS/Agustin Marcarian

Vindo do Paraguai e a caminho do Equador, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou, na sexta-feira (2), em Buenos Aires, que convocará um grande protesto no Carnaval. O opositor também anunciou medidas aos funcionários públicos para resgatar a burocracia do Estado, com o objetivo de diminuir o poder de Nicolás Maduro.

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

"Esta é uma mensagem a todos os venezuelanos: esperem que, nas próximas horas, nos próximos dias, amanhã, haverá uma grande convocatória às ruas da Venezuela", antecipou Juan Guaidó.

O presidente interino explicou que será um protesto de Carnaval. "Aproxima-se o Carnaval, mas, na Venezuela, não há água. Não se podem fazer carros alegóricos porque não há borracha. Então, o que era tradição para nós [venezuelanos], transformaremos num grande protesto nacional nos próximos dias", prometeu. 

"A esses venezuelanos que resistem quero dizer-lhes que voltaremos às ruas da Venezuela nos próximos dias. Voltaremos a resistir e a resistir-nos", reforçou, classificando a medida como "pressão contra a ditadura de Maduro".

Anúncio importante

Juan Guaidó também antecipou que fará um anúncio "muito importante" aos funcionários públicos do país sobre um aspecto relacionado ao "resgate da burocracia do Estado que continua sequestrada por [Nicolás] Maduro".

"Quero falar com os funcionários públicos na Venezuela: nesta semana de Carnaval, haverá um anúncio muito importante sobre a burocracia que continua sequestrada por Maduro", indicou. "Fiquem muito atentos ao anúncio que vamos fazer na Assembleia Nacional sobre resgatar a burocracia do Estado sequestrada por Maduro", apontou enigmático, dando a entender que a decisão recortará poder do Executivo.

O autoproclamado presidente interino, reconhecido por meia centena de países, entre os quais o Brasil, descartou recuar. "A única volta atrás deste processo na Venezuela é a volta à casa de muitos venezuelanos", afirmou.

Visita à Argentina

Juan Guaidó fez as declarações à imprensa no Palácio San Martín, sede da Diplomacia Argentina, depois de ser recebido pelo presidente Mauricio Macri, na residência presidencial de Olivos. O opositor venezuelano foi à reunião assim que aterrissou em Buenos Aires, vindo do Paraguai, depois de ter passado, na quinta-feira (28), pelo Brasil.

Após o encontro com a imprensa, Guaidó foi à praça San Martín, onde uma multidão de venezuelanos o aguardava entre palavras de ordem e de esperança. Aos gritos de "Venezuela Liberdade!" e "Queremos retornar!", Guaidó reforçou o anúncio de uma convocação de uma grande manifestação nacional nas próximas horas.

"Esta mensagem é para vocês, a todos os venezuelanos no mundo e na Venezuela: quiseram que víssemos que o movimento se esvazia. Quiseram que víssemos que o tempo joga a favor do usurpador. Quiseram que víssemos que já chegamos à máxima pressão, mas este movimento continua mobilizado nas ruas e, nos próximos dias, haverá mobilizações na Venezuela e em todo o mundo", insistiu.

Ajuda humanitária

O opositor venezuelano também anunciou a chegada de um novo carregamento de ajuda humanitária à cidade de Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela.

"Continuamos em busca de ajuda humanitária e anuncio que ontem [quinta-feira] chegou um novo carregamento a Cúcuta [fronteira da Colômbia com a Venezuela]. Vamos fazer de tudo para que essa ajuda entre na Venezuela. Nós não nos rendemos", avisou.

Depois de um discurso acalorado na praça argentina transformada em cenário venezuelano, Juan Guaidó retornou ao Palácio San Martín para um jantar com o chanceler argentino, Jorge Faurie, acompanhado de legisladores argentinos.

De Buenos Aires, Guaidó vai na manhã deste sábado (2) a Quito, no Equador, sua próxima parada nessa viagem aos países que mais o apóiam na região. 

O opositor venezuelano garantiu que retornará à Venezuela nos próximos dias e agradeceu ao presidente Mauricio Macri, que foi o primeiro chefe de Estado na América Latina a condenar o regime de Nicolás Maduro como uma ditadura e a pedir a liberdade dos presos políticos, em dezembro de 2015, quando assumiu o mandato. 

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