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Américas

Protestos contra Maduro mobilizam universitários na Venezuela

media Na Venezuela, multidão vai às ruas contra Maduro REUTERS/Manaure

Essa terça feira (12) será mais uma vez marcada por manifestações populares na Venezuela e uma queda de braço entre o opositor e presidente interino autoproclamado Juan Guaidó e o presidente Nicolás Maduro.

"É hora de se unir e lutar", escreveu Guaidó, o líder da oposição, em uma mensagem no Twitter.

Muitos jovens da Universidade Central da Venezuela se preparam para a participar da manifestação, como o estudante universitário Luís, que se tornou voluntário para a organização dos protestos. “Quando Guaidó lançou a página recrutando voluntários, ela ficou sobrecarregada na mesma hora. Aqui na universidade muitos se inscreveram para ajudar na logística, tanto na rua quanto nas redes sociais”, completa.

O campus localizado no coração da capital Caracas está mais vazio do que de costume. Maria, 22 anos, conta que muitos colegas deixaram os estudos depois do início da violência no país. “Quase todos os meus amigos se foram por causa da insegurança e da violência”, relata a jovem. “Estão tirando o nosso futuro”, disse a estudante entrevistada pela RFI. “Nós jovens temos que lutar por nossa liberdade”, completou.  

Ajuda humanitária

A disputa de poder entre Guaidó e Maduro se concentra essa semana principalmente na questão da ajuda humanitária. Carregamentos de alimentos e remédios estão bloqueados há cinco dias em um depósito no lado colombiano da fronteira com a Venezuela.

"Estamos voltando para as ruas para exigir a entrada da ajuda humanitária que salvará vidas de mais de 300.000 venezuelanos em perigo ", disse Guaidó, que deu sinal verde para a entrada dos carregamentos. Porém, Nicolás Maduro considera que a ajuda humanitária representa uma intervenção militar da parte dos Estados Unidos.

“Um genocídio silencioso acontece na Venezuela e o que a comunidade internacional pretende garantir de maneira justa e ordenada é que os venezuelanos tenham acesso aos alimentos que tanto necessitam”, afirma a ex-deputada do movimento Vente Venezuela, Maria Corino Machado.

Guaidó convocou seus partidários a saírem às ruas na tentativa de convencer as Forças Armadas a liberarem a entrada dos caminhões com suprimentos no país. O opositor vai liderar a manifestação na zona leste de Caracas, mas os protestos foram convocados em todo o país.

A divergência sobre a entrada da ajuda humanitária na Venezuela acontece em plena crise econômica, com escassez de remédios e alimentos, em um país afetado pela hiperinflação. Segundo as Nações Unidas, mais de 2 milhões de venezuelanos já fugiram do país desde 2015. O número representa 7% da população da Venezuela.

Representante do Movimento pela Democracia e a Inclusão, Nicmer Evans, contesta o segundo mandato de Nicolás Maduro, iniciado em 10 de janeiro.  “Somos um governo de oposição ao governo de Maduro, ao que resta do chavismo no governo”, explica. “Somos parte do movimento amplo Venezuela Livre e assumimos que Juan Guaidó, como presidente da Assembleia Nacional, estava na obrigação de aplicar o artigo 233 da Constituição porque, em 20 de maio, as eleições foram ilegais”, completa.

O artigo prevê que o presidente da Assembleia Nacional pode assumir o governo do país em caso de falta do presidente da República seja por morte, renúncia, incapacidade física e mental, entre outros casos.

Imperialismo

Em resposta à manifestação convocada por Guaidó, Nicolás Maduro pretende reunir jovens de esquerda em uma passeata contra a "intervenção imperialista" na Praça Bolívar, centro de Caracas, onde o governo recolhe assinaturas de repúdio ao presidente americano Donald Trump.

“É importante dizer aos companheiros das Forças Armadas que ainda preservam valores de soberania que não é preciso a chegada de estrangeiros para que o império tome o controle, pois já somos controlados pelo império russo, chinês e o governo cubano”, diz Evans. “Se queremos evitar o imperialismo no país, a primeira coisa a fazer é retirar esse governo que entregou o controle de nossas matérias-primas a empresas russas, chinesas e turcas de maneira antinacionalista”, conclui.

 

 
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