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Américas

Venezuela vive dia de protestos contra e a favor de Maduro

media Milhares de pessoas saíram às ruas em protesto contra Nicolás Maduro, mas presidente também convocou manifestações de seus apoiadores. REUTERS/Carlos Barria

Os opositores venezuelanos, liderados pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, saíram às ruas neste sábado em protesto contra Nicolás Maduro. Os partidários do chefe de Estado também se mobilizaram em Caracas.

As duas manifestações foram convocadas para começar ao mesmo tempo (12h pelo horário de Brasília), e a escolha da data dos protestos não é um acaso. Esse sábado marca a comemoração simbólica do 20º aniversário do governo chavista.

A marcha da oposição tem como objetivo pedir a saída de Maduro do poder. Segundo Guaidó, os manifestantes querem enviar “uma mensagem à União Europeia (UE)" para agradecer "a todos os países que em breve vão nos reconhecer". Os opositores se reuniram em frente à sede da UE no leste de Caracas, como um sinal aos países (França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Portugal e Holanda) que lançaram um ultimado para que Maduro aceite organizar "eleições livres".

Guaidó, de 35 anos, se autoproclamou presidente depois que a Assembleia Nacional declarou Maduro "usurpador" após assumir, em 10 de janeiro, um segundo mandato considerado ilegítimo por ser resultado de eleições "fraudulentas". Mas Maduro, 21 anos mais velho que seu adversário, conta com a China e a Rússia e diz ser vítima de um golpe de Estado, no qual Washington usa Guaidó como "fantoche".

"Rua e mais rua para defender a pátria e a revolução", lançou Maduro a seus seguidores, que estarão concentrados na Plaza Bolivar, no coração de Caracas, a 10 km da sede da UE.

General da Aeronáutica apoia Guaidó

O general da divisão da Aviação venezuelana Francisco Yánez não reconheceu o presidente Nicolás Maduro em um vídeo divulgado neste sábado nas redes sociais. Com a mensagem ele se torna o militar na ativa de mais alto escalão a reconhecer o presidente autoproclamado Juan Guaidó.

"Me dirijo a vocês para informá-los que não reconheço a autoridade ditatorial e autoritária de Nicolás Maduro e reconheço o deputado Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela", declarou Yánez, que aparece uniformizado no vídeo, em um local desconhecido.

Yánez, diretor de Planejamento Estratégico do alto comando da Aviação, na base aérea de La Carlota (Caracas), assegurou que "90%" da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) "não estão com o ditador, estão com o povo da Venezuela".

A cúpula da Força Armada declarou em várias ocasiões sua lealdade absoluta a Maduro. A Aviação Militar publicou em sua conta no Twitter uma foto de Yánez com a palavra "traidor". "Manifestamos o nosso mais enérgico rechaço à atitude criminosa" de Yánez, "que trai seu juramento de lealdade à pátria, à institucionalidade e ao nosso comandante em chefe, Nicolás Maduro", escreveu o general Juan Teixeira, comandante da Defesa Aeroespacial da FANB.

"A transição à democracia é iminente. Continuar mandando a Força Armada seguir reprimindo o nosso povo é continuar com as mortes de fome, de doenças e, Deus me livre, de combates entre nós mesmos", advertiu Yánez. "Convido todo o povo da Venezuela a sair pacificamente às ruas e defender o nosso presidente Juan Guaidó. Aos meus companheiros de armas, peço que não deem as costas ao povo (...), não reprimam mais".

(Com informações da AFP)

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