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Américas

Jornalistas franceses e chilenos são presos durante cobertura da crise na Venezuela

media Jornalistas foram presos pouco antes das manifestações contra o governo de Nicolás Maduro REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Dois jornalistas da televisão francesa e dois repórteres chilenos foram detidos na terça-feira (29) em Caracas pelas autoridades venezuelanas. Os profissionais da imprensa foram presos pouco antes das novas manifestações nas ruas da capital da Venezuela.   

A imprensa internacional encontra cada vez mais obstáculos para cobrir a crise que atinge a Venezuela. Segundo a diplomacia francesa, os jornalistas Pierre Caillet e Baptiste des Monstiers, repórteres do programa de televisão Quotidien, foram detidos quando filmavam o palácio presidencial venezuelano.

De acordo com o Sindicato dos trabalhadores da imprensa, principal formação sindical dos jornalistas da Venezuela, os franceses estavam cobrindo uma manifestação de apoio ao presidente Nicolás Maduro. Além dos dois repórteres do canal de televisão TMC, um produtor local, Rolando Rodriguez, foi detido. “Desde então, nós perdemos o contato com eles”, informou o sindicato.

Além dos franceses, dois jornalistas chilenos foram presos, também na terça-feira, perto do palácio presidencial. Segundo o mesmo sindicato, Rodrigo Pérez e Gonzalo Barahona, que trabalham para o canal de televisão chileno TVN, devem ser expulsos da Venezuela ainda nesta quarta-feira (30).

A prisão provocou uma reação imediata do presidente do Chile, Sebastian Piñera, que exigiu a “libertação imediata” de seus compatriotas. “Isso é o que fazem as ditaduras: pisotear a liberdade da imprensa e amordaçar a liberdade com a violência”, declarou via Twitter o ministro chileno das Relações Exteriores, Roberto Ampuera.

Essas detenções aconteceram poucas horas antes das novas manifestações convocadas pela oposição, que exige a implementação de um plano de transição do governo e a organização de eleições gerais livres.

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