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Américas

Macron diz que Europa apoia restauração da democracia na Venezuela

media Juan Guaidó se auto-proclamou presidente interino da Assembleia Nacional da Venezuela REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou nesta quinta-feira (24) a “coragem” de centenas de milhares de venezuelanos que manifestaram pela liberdade diante da “eleição ilegítima” de Nicolás Maduro. O chefe de Estado francês afirmou que a Europa apoia a “restauração da democracia” no país.

Em um tuíte publicado hoje, em francês e espanhol, Macron diz que “a Europa apoia a restauração da democracia. Parabenizo a coragem de centenas de milhares de venezuelanos que caminham em direção à liberdade”, escreveu. Em uma resposta à questão se a França apoiaria Juan Guaidó, o presidente da Assembleia Nacional que se autoproclamou presidente interino, o palácio do Eliseu "respondeu que vai encorajar o processo democrático no país e reconheceria a pessoa eleita."

Para o chanceler espanhol Josep Borrell, as eleições são a única solução possível para resolver a crise na Venezuela. “Devemos evitar que as coisas piorem e isso exige um processo de intervenção para garantir as eleições”.

O governo russo também reagiu à situação da Venezuela e voltou a afirmar seu apoio a Nicolás Maduro, um aliado de Vladimir Putin. O porta-voz da diplomacia russa criticou a posição dos ocidentais contra Maduro, apontando desrespeito ao direito internacional, à soberania e ao princípio de não ingerência em assuntos internos da Venezuela.

Em um comunicado, o ministério russo das relações Exteriores afirma que essa ingerência externa é “destrutiva e inaceitável”, particularmente em um momento de grande tensão, abrindo caminho para a arbitrariedade e um banho de sangue. Nesta quarta-feira (24), União Europeia já havia feito um apelo por eleições “livres e com credibilidade”, em conformidade com a ordem constitucional.

Venezuelanos têm direito de se manifestar pacificamente, diz UE

A chefe da diplomacia do bloco europeu, Federica Mogherini, em nome dos 28 países da União Europeia, afirmou que o povo venezuelano tem o direito de manifestar pacificamente, de escolher livremente seus dirigentes e decidir pelo seu futuro. Ela também pede que os "direitos civis, a liberdade e segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo de seu presidente Juan Guaidó sejam “totalmente preservados e respeitados."

Já o presidente do Conselho Europeu, o polonês Donald Tusk, disse esperar que a Europa esteja unida em apoio às forças democráticas da Venezuela, acrescentando que a assembleia parlamentar, incluindo Guaidó, tem um mandato democrático. Em Davos, onde participa do Forum Econômico Mundial, o secretário-geral da ONU, António Guterres fez novo apelo por um diálogo, para segundo ele, "impedir uma escalada que leve a um conflito, o que seria um desastre para a população do país e para a região".

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