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Américas

Pobreza extrema atinge nível mais alto na América Latina desde 2008

media Cerca de 5,6 milhões de crianças estão na pobreza na Argentina, das quais 1,3 milhão vive na indigência, segundo um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Foto: Crianças que vivem na favela de Matadero em Quilmes, Argentina. REUTERS/Marcos Brindicci

Em 2017, a pobreza extrema na América Latina atingiu seu pior recorde em nove anos, afetando 10,2% da população, como resultado do fraco desempenho das economias regionais. As informações foram reveladas por um novo relatório da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

"A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza continuou a aumentar, seguindo a tendência observada desde 2015", disse o porta-voz da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago, no Chile, durante a apresentação do relatório anual “Panorama Social da América Latina”.

A taxa de extrema pobreza aumentou de 9,9% da população em 2016 para 10,2% em 2017, o equivalente a um acréscimo de 62 milhões de latino-americanos. A taxa de pobreza, medida também pela renda, permaneceu estável em 30,2 % da população, o equivalente a 184 milhões de pessoas.

"Embora a região tenha feito progressos significativos desde a última década, a partir de 2015 tem havido retrocessos, particularmente em termos de extrema pobreza", advertiu Alicia Barcenas, Secretária Executiva da CEPAL, durante a coletiva de imprensa.

De acordo com as projeções da CEPAL - organismo técnico das Nações Unidas -, em 2018 a pobreza cairá para 29,6% da população, o que equivalerá a 182 milhões de pessoas (dois milhões a menos que em 2017), enquanto a taxa de pobreza extrema permanecerá em 10,2%, em linha com um crescimento esperado do PIB regional, que expandiria 1,2%, ligeiramente abaixo do ano anterior. Em 2019, enquanto isso, a economia da América Latina cresceria 1,7%.

Variações de acordo com os países

Para a CEPAL, as pessoas em situação de "extrema pobreza" são aquelas que vivem em domicílios com renda per capita inferior ao custo de uma cesta básica. Ou seja, que nem mesmo a dedicação de toda a sua renda à compra de alimentos satisfaria essa necessidade. Em outras palavras, pessoas que passam fome regularmente. A linha de pobreza e extrema pobreza varia em cada país.

O Uruguai, de acordo com as estimativas da CEPAL, é o país com o menor percentual de pobreza, com 2,7% de sua população vivendo nessa condição. No entanto, o governo do próprio país aumenta este valor para 7,9%, considerando uma faixa maior de pessoas miseráveis dentro da estatística.

A agência da ONU explica que a queda no Uruguai é resultado de ajudas sociais recebidas por famílias com menos recursos, o mesmo modelo adotado pela Costa Rica (15,1%) e pelo Panamá (16,7%).

O Chile, com 10,7%, é o segundo país com a pobreza mais baixa da região; uma diminuição que foi associada ao aumento da renda do trabalho em domicílios com menos recursos. "Isso corrobora a importância de proporcionar mais recursos à população que vive na pobreza, combinando o fortalecimento da renda originária do trabalho com a provisão de transferências públicas e o fortalecimento dos sistemas de proteção social", diz a CEPAL.

O Brasil, que está saindo de uma recessão, apresenta uma taxa de pobreza de 19,9%, de acordo com estimativas do documento, que não fornece números de pobreza sobre a Venezuela, o país com o pior desempenho econômico da região, com uma queda de 15% no PIB em 2018. No meio de uma crise política e econômica aguda, os venezuelanos estão sobrecarregados por uma hiperinflação que atingirá 10.000.000% em 2019, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com falta de alimentos, remédios, transporte, água, gás e luz.

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