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Américas

Parlamento da Venezuela chama Maduro de usurpador diz que reeleição é ilegítima

media O novo presidente do Legislativo venezuelano, Juan Guaidó, contesta a legitimidade de Nicolás Maduro REUTERS/Manaure Quintero

O Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, declarou neste sábado (5) que o novo mandato de Nicolás Maduro é ilegítimo. O novo governo terá início na próxima quinta-feira (10). Segundo o Parlamento, a partir deste dia a presidência será usurpada.

"Reafirmamos a ilegitimidade de Nicolás Maduro (...). A partir de 10 de janeiro estará usurpando a Presidência e, consequentemente, esta Assembleia Nacional, é a única representação legítima do povo", disse o novo presidente do Legislativo, Juan Guaidó, após tomar posse do cargo. As decisões do Parlamento venezuelano não são reconhecidas pelo Supremo Tribunal, alinhado ao governo.

O anúncio da Assembleia Nacional é feito um dia após o Grupo de Lima, apoiado pelos Estados Unidos, ter pedido ao presidente venezuelano que não tome posse e ceda poder ao Legislativo até que eleições livres sejam realizadas.

Maduro, de 56 anos, foi reeleito no dia 20 de maio em eleições antecipadas convocadas pela Assembleia Constituinte, órgão oficial de poder absoluto que na prática substituiu o Legislativo, única entidade controlada pela oposição.

 Denunciando uma "fraude" para perpetuar o governante socialista, os principais partidos da oposição boicotaram as eleições, embora suas principais figuras já estivessem inabilitadas ou presas.

Apenas um rival de peso, o dissidente chavista Henri Falcón, desafiou Maduro, aprofundando as divisões entre os opositores.

Oposição dividida

Embora a deputada Manuela Bolivar tenha declarado que a decisão do Parlamento é unânime, setores da oposição estão pressionando para que o órgão vá mais longe. Dois dos líderes mais radicais, Antonio Ledezma e María Corina Machado, exigem que o Legislativo instale um "governo de transição" para preencher o vácuo que, segundo eles, Maduro deixará. Eles pedem o apoio das Forças Armadas.

Maduro, confrontado a uma forte rejeição popular, mas com influência sobre os demais poderes, diz que não teme a oposição ou países que poderiam romper ou diminuir o nível de relações diplomáticas, e cercá-lo financeiramente.

(Com informações da AFP)

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