Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 22/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Américas

Vice-presidente de Cuba diz que Bolsonaro foi insensível com médicos do país

media Médicos cubanos participam de uma cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional José Martí depois de chegar do Brasil, em Havana, Cuba, em 23 de novembro de 2018. REUTERS/Fernando Medina

O vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na quinta-feira (19) que o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, atuou com "soberba" e foi "insensível" ao questionar o profissionalismo dos médicos da ilha que trabalhavam no país por meio de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

"Não tínhamos outra opção além da retirada de Cuba do programa Mais Médicos", disse Díaz-Canel em uma cerimônia de homenagem aos profissionais da saúde que retornaram a Havana. "Era impossível permanecer de braços cruzados diante de um governo eleito com soberba e insensível, incapaz de entender que nossos médicos chegaram ao país movidos pelo impulso de servir ao povo", disse.

O governante cubano confirmou o retorno de 7.635 médicos que integravam o programa "Mais Médicos" no Brasil e que atendiam principalmente áreas menos favorecidas, em cidades com vagas que não haviam sido preenchidas por profissionais brasileiros. O número corresponde a 90% dos profissionais que atuavam no país. Outros 836 optaram por permanecer no Brasil.

"Todos tiveram despedidas com abraços e lágrimas de milhares de brasileiros de coração nobre e valores humanos superiores aos do novo presidente, cujas declarações e ameaças provocaram o retorno", disse. Havana determinou em novembro a saída de seus profissionais contratados durante o governo de Dilma Rousseff, por meio de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde.

“Trabalho escravo”

A decisão foi tomada após as críticas de Jair Bolsonaro, que assumirá a presidência no dia 1 de janeiro. O presidente eleito chegou a afirmar que alguns médicos eram agentes cubanos. Ele criticou o que considerava condições de "trabalho escravo" dos médicos que foram contratados, separados de suas famílias e recebendo apenas parte do salário, já que o restante era destinado ao governo cubano.

Inclusive chegou a oferecer trabalho, mas sem a intervenção de terceiros. Bolsonaro não convidou Cuba para sua posse. Díaz-Canel afirmou que os profissionais de Cuba chegaram "a locais esquecidos pelos seletivos serviços médicos do capitalismo selvagem pregado e de defendido por Bolsonaro". Médicos cubanos trabalham em 67 países, alguns de fora gratuita e em outros por meio de convênios e parcerias que representam uma renda anual de U$ 11 bilhões para a ilha.

(Com informações da RFI Brasil)

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.