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Américas

Bolsonaro deve manter Mercosul e melhorar integração regional, diz Aloysio Nunes

media A cúpula do Mercado Comum do Sul ocorrerá entre 17 e 18 de dezembro Flickr/ Mercosur

Na cúpula do Mercosul em Montevidéu, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, anunciou aos seus colegas da Argentina, Uruguai e Paraguai que o próximo governo vai “aprofundar a integração regional”. Os países membros acreditam que a possibilidade de reestruturação do bloco pode ser uma oportunidade.  

Márcio Resende, enviado especial a Montevidéu

O Mercosul deve continuar como uma União Alfandegária, aprofundar a integração regional e melhorar as negociações com outros países e blocos. Pelo menos foi isso o que o atual ministro das Relações Exterior do Brasil, Aloysio Nunes, anunciou na cúpula desta segunda-feira (17), em Montevidéu.

"Quero dizer que vocês podem contar, certamente, com o engajamento do governo que vai se instalar no Brasil, a partir do dia 1° de janeiro", declarou Aloysio Nunes. Dessa maneira, o atual governo brasileiro anunciou que Bolsonaro não romperá com o Mercosul, nem transformará o bloco em uma mera área de livre comércio.

A ameaçava pairava desde que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Mercosul “não era uma prioridade” para o novo governo. E o próprio presidente eleito, Jair Bolsonaro, repetiu que “prefere negociações bilaterais entre países a negociações multilaterais em bloco”.

"Eu comentava agora há pouco com o embaixador [Otávio] Brandelli, que assumirá a Secretaria-geral do Itamaraty na próxima gestão, que é o atual responsável pelo Mercosul e que elaborou uma planilha de sugestões que servirão de orientação nessa fase de transição do novo governo", indicou Aloysio Nunes, acrescentando que as propostas de Bolsonaro "estão em linha com a visão do chanceler argentino, Jorge Faurie.”

Faurie defendeu que o Mercosul se abra comercialmente, elimine barreiras ao livre comércio, se desburocratize e reveja as incongruências com a Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco, base da União Alfandegária. Para a imprensa, no entanto, Aloysio Nunes foi menos enfático e manteve mais distância. "O Mercosul não é uma obra pronta e acabada. Precisa passar por aperfeiçoamento na sua forma de se relacionar com outras economias. Vamos esperar o novo governo assumir. A nova equipe está muito familiarizada com assuntos do Mercosul”, declarou.

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, disse que, "depois de 28 anos desde a formação do bloco, uma pausa para refletir sobre o andamento do Mercosul é bem-vinda". "O que acontecer depois que o novo governo brasileiro assumir, sem dúvida, será analisado. Vemos nisso uma oportunidade, porque acredito que seja necessário discutir um aperfeiçoamento do Mercosul", afirmou Nin Novoa.

Novas fronteiras comerciais

Além das negociações concluídas com o Canadá, com o EFTA (Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia) e com a União Europeia, o Mercosul assinou, nesta segunda-feira, um acordo com os países da União Aduaneira Eurasiática, composta por Bielorrússia, Cazaquistão e Rússia. O documento será usado como base para as negociações comerciais no futuro.

O Uruguai deixa a Presidência semestral e rotativa do Mercosul para a Argentina, após ter lançado negociações com Singapura e desenvolvido as relações com a Coreia do Sul. Jorge Faurie anunciouu que a Argentina vai aproximar o Mercosul dos países do Golfo e da América Central, especialmente os do Triângulo do Norte (Honduras, Guatemala e El Salvador).

União Europeia x Bolsonaro

O ministro brasileiro explicou aos jornalistas que dos 15 principais dossiês em discussão com a União Europeia, foram resolvidos 12, mas, apesar dos esforços, os negociadores europeus foram intransigentes nas últimas semanas.

"Sobraram alguns temas que são caroço duro. Nos últimos momentos, nesta semana e na semana anterior, nós sentimos, por parte da União Europeia, uma intransigência sobre determinados temas sobre os quais nós pedimos a eles que tivessem um mínimo de compreensão, assim como nós tivemos em relação às sensibilidades que os europeus têm, mas não aconteceu", lamenta Nunes.

O chanceler brasileiro aponta dilemas políticos para os dois lados no futuro. "Ficamos muito perto de chegarmos a um acordo. O governo Bolsonaro e a próxima Comissão Europeia que será eleita no começo do ano que vem terão um acervo de entendimentos se as correntes protecionistas e nacionalistas não continuarem a prosperar na União Europeia", ressaltou. "A transição política no Brasil também faz com que vejam com mais cautela algumas definições que terão vigência no longo prazo".

Acordo Nuclear: Brasil e Argentina

Brasil e Argentina assinaram um acordo para criarem juntos produtos de caráter comercial que possam abastecer a indústria nuclear dos dois países e do mundo. Os produtos nucleares com visão empresarial e com fins pacíficos podem servir para a indústria da Saúde, por exemplo. O acordo é uma continuidade, 30 anos depois, do programa desenvolvido pela Agência Brasileiro-Argentina de Contabilização e Controle de Materiais Nucleares.

O órgão foi o ponto de partida para o fortalecimento da relação bilateral, embrião da formação do Mercosul em 1991 como Zona de Livre Comércio e, em 1995, como União Alfandegária. "Brasil e Argentina tem um programa exemplar de pesquisa, de cooperação e de desenvolvimento nuclear. Já temos um reator nuclear comum. Agora queremos desenvolver produtos para abastecer a indústria nuclear do mundo", anunciou Aloysio Nunes.

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