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Américas

“Novo Nafta”, assinado durante o G20, representa vitória de Trump

media Donald Trump discursa durante cerimônia de assinatura do USMCA, na Argentina REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (30), junto com o primeiro-ministro Justin Trudeau e o chefe de Estado mexicano Enrique Peña Nieto, o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês). O texto, que ainda deve ser ratificado pelos parlamentos dos três países, substitui o Nafta, o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, em vigor desde 1994. A vitória é de Trump, que sempre considerou o Nafta como sendo prejudicial para sua nação.

Em um discurso em Buenos Aires, onde os três dirigentes se reuniram para o G20, Trump ressaltou o caráter histórico desse acordo, lembrando que foi preciso batalhar para renegociar o Nafta. O chefe de Estado também afirmou que o texto passaria sem dificuldade pelo Congresso dos Estados Unidos.

No sensível setor automotivo, altamente integrado pelo Nafta, os Estados Unidos procuraram desestimular a transferência da produção para locais com mão-de-obra mais barata. Agora, 75% das peças de um carro deverão ser fabricadas em território norte-americano (um aumento em comparação com os 62,5% estipulados no Nafta), e 40-45% do veículo deverá ser fabricado por trabalhadores que ganham pelo menos US$ 16 por hora.

O México também concordou em continuar a reconhecer os padrões de segurança automotiva dos EUA, a menos que os reguladores mexicanos concluam que são inferiores aos seus próprios.

Trump ameaçou invocar razões de segurança nacional para impor tarifas sobre os bilhões de dólares em carros que os Estados Unidos importam anualmente de todo o mundo.

Mas o novo acordo impõe ao México e o Canadá um limite de 2,6 milhões de veículos por ano, bem como uma quantidade indeterminada de caminhões leves e dezenas de bilhões de dólares em autopeças. O documento, no entanto, não inclui as tarifas sobre o aço e o alumínio impostas pelos Estados Unidos em todo o mundo no início do ano, incluindo México e Canadá desde maio.

Bloqueio contra a China

O Canadá, que protege fortemente sua produção de produtos lácteos, concordou em abrir um pouco mais suas barreiras neste setor, algo que Trump considerou decisivo para concluir um acordo. Trudeau também permitirá maiores importações de frango, ovos e peru dos Estados Unidos.

Há uma disposição oculta no texto, que parece destinada a impedir que Ottawa ou a Cidade do México busquem um acordo comercial melhor com Pequim. Se um signatário tentar entrar em um tratado de livre-comércio com um país sem economia de mercado (como a China), as outras partes podem cancelar o acordo trilateral e substituí-lo por um bilateral.

Os laços dos Estados Unidos com a China atravessam tempos tumultuados, e Washington aplicou tarifas sobre as importações da nação chinesa por mais de US$ 250 bilhões. O novo acordo inclui proteções trabalhistas que, segundo os Estados Unidos, são as mais fortes negociadas até agora. "O México está comprometido com ações legislativas específicas para garantir o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva", disse o escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

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