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Américas

Universidade nos EUA prova que robôs do Twitter aumentam desinformação política

media A equipe de pesquisadores norte-americanos tentou quantificar empiricamente o fenômeno, analisando parte do tráfego no Twitter durante a eleição presidencial de 2016, que deu a vitória Donald Trump. pixel2013/Pixabay

Os "robôs", programas de computador que enviam mensagens automaticamente, desempenham um papel "crucial" no "aumento da desinformação política" nas redes sociais, confirmaram nesta terça-feira (20) pesquisadores da Universidade de Indiana, em Bloomington, nos Estados Unidos, que propuseram formas de limitar sua influência.

A equipe de pesquisadores norte-americanos tentou quantificar empiricamente o fenômeno, analisando parte do tráfego no Twitter durante a eleição presidencial de 2016, que deu a vitória Donald Trump.

A investigação acadêmica analisou 14 milhões de mensagens e 400 mil artigos compartilhados no Twitter entre o fim das primárias e a posse do presidente republicano nos Estados Unidos, entre maio de 2016 a 20 de janeiro de 2017.

Os cientistas descobriram que 6% das contas do Twitter identificadas como "robôs" foram capazes de difundir 31% de tuítes referentes a conteúdo político "sem credibilidade" nesta rede social, e 34% dos artigos de fontes consideradas duvidosas por organizações independentes.

Essas contas automáticas falsas podem postar conteúdo e interagir com outras contas como se fossem conduzidas por uma pessoa real. Os robôs podem adaptar as “fake news” ao seu “público-alvo” e enviá-las apenas para aqueles que têm maior probabilidade de acreditar em notícias falsas, dizem os pesquisadores do estudo, publicado na Nature Communications.

Robôs maliciosos

Os cientistas usaram uma ferramenta desenvolvida em seu laboratório que acompanha a disseminação de desinformação no Twitter, e uma outra que detecta robôs por meio da inteligência artificial. Eles se concentraram no uso de "robôs maliciosos", ou seja, aqueles criados para fins de publicidade e manipulação.

Seu estudo não menciona qual candidato poderia ser favorecido por essa técnica, mas vários trabalhos científicos anteriores mostraram que Donald Trump havia se beneficiado mais do trabalho dos robôs do que sua concorrente, Hillary Clinton. "Nós identificamos duas estratégias vencedoras para esses robôs", diz Filippo Menczer, professor de ciência da computação da Universidade de Indiana, que liderou o estudo.

"O primeiro é amplificar a mensagem muito rapidamente, nos primeiros segundos após a publicação da fake news. O segundo é direcionar as contas de Twitter de pessoas influentes, como jornalistas de política, para mencionar ou responder a mensagens que mencionem as notícias duvidosas produzidas por eles. O objetivo é encorajar essas pessoas a redistribuir o link para seus muitos seguidores", explicou Menczer.

"As pessoas parecem ter mais confiança nas mensagens que parecem vir de muitas pessoas", diz Giovanni Luca Ciampaglia, co-autor do estudo. Aos olhos dos pesquisadores, reduzir o número de "robôs" poderia constituir "uma estratégia eficaz" para limitar a distribuição de conteúdo de credibilidade ruim nas redes sociais.

Eles realizaram um experimento com uma versão simulada do Twitter e perceberam que, ao remover 10% das supostas contas falsas, isso reduziria bastante a quantidade de conteúdo fake. "As plataformas das redes sociais conhecem nossos métodos, que são públicos e, portanto, estão disponíveis para eles", diz Filippo Menczer. "Mas eles precisam ser mais cautelosos do que nós para minimizar o risco de fechar contas reais”, completou.

Outro método possível é usar os testes do tipo "CAPTCHA" para determinar se as respostas às perguntas feitas vêm de um ser humano.

O Twitter reconheceu este ano que os robôs estavam muito presentes na rede e que serviram para propagar fake news. A rede social adotou desde então uma série de regras para limitar sua influência.

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