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Américas

Ministro da Cultura não vê importância em ministério exclusivo para o setor

media Ministro da Cultura, Sergio Sá Leitão, em evento na Câmara de Comércio Brazil - Califórnia em Los Angeles, EUA, 9/11/18 RFI/Cleide Klock

O atual Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse a uma plateia de investidores e produtores de audiovisual americanos que está otimista com as perspectivas do novo governo e que acredita que o próximo presidente dê continuidade às políticas culturais existentes. A declaração aconteceu durante o encontro Creativity & Innovation in Entertainment, organizado pela Câmara de Comércio Brazil - Califórnia, que aconteceu nessa sexta-feira (9), em Los Angeles.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles.

"Estou otimista com todas as notícias que têm saído nessas duas últimas semanas, penso que o novo governo está no caminho certo em muitos assuntos, como redução da máquina administrativa, intensificação das relações com os Estados Unidos, revisão de legislações, já que o Brasil é um país muito burocrático e fechado ao comércio internacional", disse Leitão em uma entrevista exclusiva à RFI.

Porém, o ministro admite que na área da cultura pouco ainda foi sinalizado. "Estamos vivendo ainda um momento de incertezas, porque foram poucas questões colocadas até agora. Mas, também estou otimista porque nós temos conseguido mostrar como os números da cultura têm contribuído imensamente para a geração de renda, emprego, arrecadação tributária e desenvolvimento. Então é uma espécie de ganha-ganha para o poder público e acho que esse governo é sensível a resultados e performance".

As atividades culturais e criativas representam atualmente 2,64% do PIB, cresceram 9,1% ao ano, nos últimos cinco anos apesar da recessão - número acima do crescimento médio anual da economia brasileira. O setor gera um milhão de empregos formais e reúne 200 mil empresas.

Fim do Ministério da Cultura

Ao comentar sobre as notícias de que o governo do presidente Jair Bolsonaro defende a extinção do Ministério da Cultura, o Ministro prefere mudar as palavras.

"Na verdade acho que não se trata de acabar. Ao reduzir dos 29 ministérios que temos hoje para 15 ou 16, se trata da fusão de pastas. Há dois modelos: a fusão com a Educação ou com o Esporte e Turismo. Se pensarmos nos grandes países do mundo que são paradigma em política cultural, como Reino Unido, lá eles combinam cultura, esporte, turismo e mídia. A Coreia do Sul combina cultura, esporte e turismo. Mesmo na França é também cultura e comunicações. Então são poucos os países do mundo que têm um ministério exclusivo para a cultura. Não acho que a questão de ter um lócus institucional exclusivo seja decisiva, a questão é a prioridade à política cultural."

O Ministro disse ainda que nesse momento de transição deve haver um processo de aprendizado da nova equipe, já que é formada por "pessoas que nunca tiveram a experiência de governar em nível federal. Acho normal que nesse momento tenham um melhor conhecimento da máquina pública, quais os desafios, perspectiva e do que cada área realmente faz". O processo de transição já começou, segundo o ministro, mas nenhum nome ainda está à frente da cultura para o próximo governo.

Lei Rouanet e fundos setoriais

Alvo de críticas durante a campanha eleitoral, o futuro da Lei Rouanet e dos fundos setoriais é uma das grandes questões dos produtores e foi assunto na mesa de discussão do evento. A Lei foi criada há 27 anos, no governo de Fernando Collor de Mello, e foi aperfeiçoada no decorrer dos anos. "Faltam muita informação e conhecimento. Acho que também é muita retórica de campanha. Realmente são ditas coisas, depois na hora de governar é uma outra postura. Foi assim nas campanhas e governos anteriores. Acho que isso é normal e acontece em todas as democracias".

Sérgio Sá Leitão finaliza dizendo que é "um dos maiores entusiastas e defensores da Lei Rouanet, que destaca como o maior programa de democratização do acesso à cultura que existe no mundo".

O atual ministro já foi anunciado como secretário de Cultura de São Paulo, na gestão do governador eleito, João Doria (PSDB).

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