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Américas

“Racista e discriminatório”: plano de “retorno voluntário” freta aviões para repatriar haitianos no Chile

media O governo do Chile lançou plano de retorno voluntário para imigrantes haitianos. HECTOR RETAMAL / AFP

Um avião da Força Aérea do Chile decolou nesta quarta-feira (8) em direção ao Haiti, com 175 pessoas a bordo. Esta é a primeira viagem feita como parte de um plano de retorno voluntário de estrangeiros, lançado no mês passado pelo governo chileno. Um plano que visa principalmente imigrantes haitianos.

Justine Fontaine, correspondente da RFI em Santiago

No ano passado, quase 100 mil haitianos se estabeleceram no Chile, em busca de uma vida melhor. Mas, desde abril de 2018, o novo governo conservador chileno tomou uma série de medidas administrativas para regular ainda mais a imigração, especialmente a originária do Haiti. O plano de retorno voluntário deve permitir que os mais desfavorecidos voltem para casa, se assim o desejarem, segundo as autoridades do Chile.

No aeroporto militar de Santiago, Andrés Chadwick, ministro do Interior do país, cumprimenta pessoalmente os primeiros candidatos a deixarem o Chile. Enquanto policiais controlavam os passaportes, ele apertava a mão de passageiros na frente das câmeras de televisão, desejando “bom voo e boa viagem”.

Na fila de espera, Ivenson, de 22 anos, diz que um amigo havia lhe prometido que encontraria trabalho no Chile. Mas, depois de dois anos no país, ele afirmou que sentia um profundo sentimento de fracasso e desapontamento. “Espero apenas voltar a meu país e conseguir finalmente avançar na vida”, declarou o haitiano.

Um pouco mais de 1000 pessoas se registraram no plano de retorno voluntário até o momento. Pessoas que não encontraram trabalho estável, condição essencial para regularizar sua situação. Todos tiveram que se comprometer a não voltar ao Chile por pelo menos 9 anos. O ministro do Interior, Andrés Chadwick, explica que essa condição foi imposta pelo governo "porque não se trata de uma agência de viagens e porque serão 10 anos em caso de expulsão".

"Plano bastante racista e discriminatório"

O médico haitiano Emmanuel Mompoint afirmou em entrevista à RFI que a comunidade do Haiti no país não concorda com o dispositivo de repatriação do governo do Chile. “Trata-se de um plano dirigido a um grupo específico de migrantes, sem argumentos que o justifiquem. É um plano bastante racista e discriminatório, tanto nos trâmites feitos, como nas notícias que são publicadas na imprensa”, afirmou. Do ponto de vista político, há uma instrumentalização da imigração, especificamente da imigração haitiana, com o objetivo de obter lucros políticos”, denunciou o médico.

Para associações de migrantes, trata-se principalmente uma operação publicitária do governo chileno. Elas denunciam que é muito mais difícil para os haitianos obter documentos no Chile do que participar do plano de retorno voluntário.

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