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Américas

EUA se preparam para o risco de interferência russa nas eleições de meio de mandato

media O Congresso liberou 380 milhões para deter a interferência russa ©REUTERS/Jim Bourg

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos acontecem nesta terça-feira (6). Desde a votação de 2016, cuja campanha foi marcada pelas acusações de ingerência russa, as medidas para aumentar a segurança eleitoral aumentaram. Mas o risco de interferência continua.

Da correspondente da RFI em Washignton, Anne Corpet

Na última quinta-feira (1), Trump se pronunciou para tentar acalmar a população. “O FBI e o departamento de segurança interna fizeram seu trabalho para evitar toda interferência estrangeira”, declarou. “Tudo o que envolve essas eleições será perfeitamente seguro. Não haverá nenhuma interferência, nenhuma intrusão”.

As autoridades parecem ter aprendido com a ingerência russa nas eleições de 2016. O Congresso liberou uma verba de 380 milhões de dólares para assegurar a segurança do sistema eleitoral. E o presidente assinou um decreto que prevê sanções severas em caso de interferência no processo eleitoral.

“Em 2016, nós não tínhamos enviado mensagens fortes para desencorajar nossos adversários de ataques contra as eleições. Mas muito trabalho foi feito e novas medidas de segurança foram tomadas”, estima William Carter, do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS) de Washington. “Acredito que os russos vão evitar uma nova tentativa de manipulação da contagem de votos ou do registro de eleitores porque há consequências sérias. Então estou otimista. Os russos ouviram o recado: se tentarem atacar o processo eleitoral, responderemos de maneira bem intensa”.

Vários países devem tentar interferir nas eleições americanas. A China e o Irã estudaram as ações de Moscou em 2016 e tentam reproduzi-las, mas a ameaça russa é ainda a mais preocupante. “Essas eleições são um teste. Eles não vão repetir as mesmas manobras de 2016. Nós construímos novas defesas, seria uma perda de tempo, mas eles vão observar o sistema para imaginar o que poderão fazer em 2020. É para a eleição presidencial que eles dedicarão as melhores armas”, afirma James Andrew Lewis, vice-presidente do CSIS.

Cada estado americano tem seu próprio sistema eleitoral, o que dificulta a piratagem de grande amplitude que afetaria o processo como um todo – e aqueles com pouca segurança digital são os mais suscetíveis de sofrer um ataque. É o caso da Georgia, onde a disputa pelo cargo de governador é bem acirrada.

Russos tentam semear a discórdia entre eleitores

Tendo em vista os riscos de represálias em caso de piratagem do sistema eleitoral, os russos investem nos eleitores. “A polarização política dos Estados Unidos oferece muitas fraquezas, que são aproveitadas pelos russos. O objetivo é acabar com a confiança do povo na democracia americana e enfraquecer a credibilidade dos dirigentes e das instituições. Para que isso ocorra, eles se asseguram de que as pessoas deem atenção a todas as falhas e erros dos responsáveis. E acentuam as divisões na sociedade”, explica a pesquisadora do CSIS, Heather Conley.

A atividade dos russos foi intensa durante o processo de confirmação do juiz Brett Kavanaugh à Suprema Corte, um episódio que dividiu os americanos. Os especialistas também pensam que a Rússia está por trás das mensagens virais que surgiram após o assassinato de uma jovem por um migrante.

No dia da votação, Moscou pode tentar semear a confusão, com a difusão de fake news sobre o fechamento dos locais de voto ou de longas filas de espera, para desencorajar os eleitores de irem às urnas. Há três semanas, uma russa foi acusada de conspiração e processada. Segundo o departamento de justiça, Elena Khoussianova tentava “espalhar a discórdia no seio do eleitorado americano através de mensagens nas redes sociais”.

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