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Américas

Procurador-geral dos EUA quer pena de morte para atirador de Pittsburgh

media Uma mulher presta homenagem em frente ao memorial improvisado na frente da sinagoga Tree of Life, em Pittsburgh, 29/10/2018 REUTERS/Cathal McNaughton

O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, anunciou nesta segunda-feira (29) que irá solicitar a acusação de "crime de ódio" e pedir a pena de morte para o autor do massacre em uma sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, no sábado (27), em que morreram 11 pessoas.

Com a colaboração da enviada especial da RFI, Anne Corpet.

“Estes alegados crimes são condenáveis e absolutamente repugnantes à luz dos valores de nossa nação. Portanto, o Departamento de Justiça irá pedir diversas acusações, incluindo algumas que podem levar à pena de morte“, anunciou o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, em um comunicado.

Robert Bowers, que foi preso após disparar de forma aleatória contra as pessoas que estavam no edifício religioso, enquanto gritava que todos os judeus deviam morrer, terá de enfrentar a pena máxima no tribunal. O procurador condenou um “ato vil que matou pessoas inocentes” e fez ainda seis feridos. “O ódio e a violência baseados na religião não têm lugar na nossa sociedade”, disse Sessions.

Bowers fez sua primeira aparição no tribunal nesta segunda-feira para ouvir oficialmente as acusações federais contra ele. Ele permanecerá preso sem fiança, disse o procurador Scott Brady aos repórteres, em um breve comunicado.

A próxima audiência do caso será na quinta-feira (1), quando o governo apresentará evidências de que Bowers assassinou 11 pessoas que praticavam suas crenças religiosas e atirou ou feriu outras seis.

Milhares de pessoas durante homenagem

Ontem à noite, milhares de pessoas se reuniram em Pittsburgh em uma cerimônia de homenagem às vítimas do atirador. O ministro israelense da Educação, Naftale Bennett, também estava presente. “Hoje, nós estamos sob a sombra da morte, do diabo, de um ataque covarde, terrorista, contra judeus que estavam na sinagoga para rezar”, lamentou.

Representantes de todas as religiões se expressaram para denunciar o ódio e clamar pela união. O prefeito de Pittsburgh, Bill Peduto, afirmou que irá “expulsar o antissemitismo para fora de sua cidade”, antes de comentar sobre a questão das armas de fogo. “Nós vamos eliminar toda manifestação de ódio e trabalharemos a favor de leis de bom senso para parar com esse tipo de violência e o faremos porque estamos unidos”, completou.

Durante todo o domingo (28) moradores da cidade levaram flores e se reuniram na frente da sinagoga, um prédio moderno, de concreto, que fica em um bairro tranquilo de Pittsburgh.

Ninguém precisa de armas automáticas

O frequentador do local, Evan Rosenfeld, é um dos que enfrentou a chuva para homenagear as vítimas. “É minha sinagoga. Fiz o meu barmitzva aqui. Nós não esperávamos que algo assim pudesse acontecer em Pittsburgh, mas apesar do que aconteceu, voltarei a rezar aqui. Sexta-feira à noite estarei na minha sinagoga”, afirmou.

Eric Lash mora ao lado do local do massacre e também quis prestar a sua homenagem. “É um dia triste, um ato que acaba com a inocência, a confiança. Vivemos em uma época onde há muitas divisões e vejo políticos se aproveitando disso. Gostaria que este tipo de conflito terminasse”, lamentou.

Mike O’Fell tem 16 anos e foi ao local com dois amigos. “Estou sem voz, matança atrás de matança. É preciso que isto pare. Ninguém precisa de uma arma automática. Deveriamos poder rezar com segurança, não temer um tiro na escola, na rua ou onde quer que seja. Precisamos de mudança”.

A Casa Branca anunciou que o presidente americano Donald Trump estará em Pittsburgh neste terça-feira (30), onde deve visitar a sinagoga Tree of Life para prestar sua homenagem às vitimas.

 

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