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Américas

Ex-diretor de campanha de Trump vai colaborar nas investigações sobre influência russa nas eleições

media O ex-diretor de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, decidiu colaborar com a justiça americana. REUTERS/Joshua Roberts

 

O ex-diretor de campanha de Donald Trump fez um acordo com a justiça e aceitou colaborar na investigação do procurador Robert Mueller sobre a suposta ingerência da Rússia na eleição presidencial de 2016 e coordenação da equipe de campanha de Trump com Moscou. Em contrapartida para uma redução de pena em vários processos contra ele, como fraude fiscal e lavagem de dinheiro, Paul Manafort admitiu ter cometido crimes de conspiração contra os Estados Unidos e de obstrução da justiça.

De acordo com a declaração lacônica de seu advogado, Manafort aceitou a colaboração para proteger sua família. É uma reviravolta espetacular depois de semanas de negação, informa o correspondente da RFI nos Estados Unidos, Eric de Salve.

A decisão de Paul Manafort de aceitar colaborar na investigação é uma vitória para o procurador especial do caso, pois ele é uma das pessoas potencialmente mais bem informadas sobre o tema e pode oferecer informações comprometedoras e relevantes. Em 2016, o ex-lobista dos ucranianos pró-Rússia dirigiu a campanha eleitoral do magnata do setor imobiliário por cinco meses.

Se o procurador assinou um acordo de colaboração com Paul Manafort, "é porque ele está convencido que se trata de uma testemunha-chave, uma testemunha decisiva. Ele era diretor de campanha e era sabido que tinha relações pouco transparentes com círculos próximos do Kremlin e de Putin", analisa Corentin Sellin, professor de História e especialista dos Estados Unidos.

Co-autor do livro "Estados Unidos e o mundo (1823-1945)" (Ed. Atlande), ele lembra quem em 9 de junho de 2016, uma reunião aconteceu entre Paul Manafort, Donald Jr., filho do futuro presidente, e seu genro Jared Kushner, de um lado e de outro, uma delegação russa liderada pela advogada Natalia Veselnitskaya, enviada diretamente pelo Kremlin, segundo informações confirmadas posteriormente.

A investigação esclareceu que durante esse encontro, no qual Manafort participou, foram tratados temas comprometedores sobre Hillary Clinton, adversária de Trump na corrida eleitoral. "O fato de ele cooperar com a justiça é essencial porque ele vai enfim poder dizer ao procurador Mueller sobre essa reunião", estima Corentin Sellin.

Novo golpe para Trump

Depois de seu ex-advogado Michael Cohen, seu ex-conselheiro para a segurança Michael Flynn e ainda seu ex-conselheiro diplomático George Papadopoulus, Paul Manafort é o quinto colaborador próximo do presidente americano a ceder diante da justiça. Do grupo, ele ainda é considerado o mais importante.

Há um mês, Donald Trump celebrou a coragem de Manafort de não ter feito um acordo com a justiça. Desta vez, não houve reação. "Não diz respeito ao presidente", afirmou a Casa Branca.

Paul Manafort aceitou colaborar com as investigações em troca de supressão ou redução de pena de cinco acusações sobre fatos de 2014. Detido atualmente, ele assume, no entanto, responsabilidade de "conspiração contra os Estados Unidos" e pode pegar até 10 anos de prisão.

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